Justiça
Publicado em 07/07/2026, às 07h42 - Atualizado às 07h47 Sérgio Amaral/ STJ Yuri Pastori
Após denúncias de importunação sexual, a defesa do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi apresentou laudos médicos ao processo para sustentar que o magistrado sofre de disfunções.
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O objetivo é contestar o depoimento da denunciante que relatou às autoridades que, durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), percebeu que o ministro estaria com o pênis ereto enquanto tentava segurá-la. A denunciante disse em depoimento que conseguiu sentir a genitália do magistrado pressionando seu corpo, porque ele vestia apenas shorts e sunga.
Os documentos obtidos pela coluna de Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles, indicam que Buzzi apresenta disfunção erétil de origem multifatorial, ausência de libido, hipogonadismo (condição em que os testículos produzem quantidade insuficiente de testosterona e/ou espermatozoides) e ausência de ejaculação anterógrada.
A defesa também apresentou exames e avaliação de Buzzi assinados por um médico urologista que apontam histórico de cirurgia de próstata, diabetes, hipertensão, faz uso contínuo de medicamentos e apresenta outras condições clínicas que comprometem a função sexual.
Os advogados também anexaram ao processo o depoimento de uma testemunha que declarou ter visto os dois separados por cerca de um metro e meio, e que não houve contato físico enquanto estavam no mar. A testemunha disse apenas que, ao deixarem a água, o ministro ofereceu a mão para auxiliar a jovem na saída.
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