Justiça
Publicado em 21/06/2024, às 12h35 Divulgação Cadastrado por Bernardo Rego
A Operação Churrascadas, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (20), que culminou no afastamento do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Ivo de Almeida, tem como investigados um guarda municipal, um advogado e um traficante internacional de drogas. Eles são suspeitos de cometer crimes como lavagem de dinheiro em um esquema de desvios na saúde,estelionato e furto. O magistrado é suspeito de vender decisões durante plantão judicial.
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A PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no interior do estado. Além do desembargador, outros seis são investigados em inquérito que tramita sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O nome da operação é uma referência ao dia do plantão judiciário do magistrado, que seria o dia do “churrasco”. As informações são do portal Metrópoles.
Segundo documentos da Controladoria-Geral da União (CGU), utilizados pela PF na Operação de 2021, a organização social AMG, recebeu cerca de R$ 100 milhões de três cidades paulistas para prestar serviços de saúde, mas contava entre seus componentes com agricultor, estudantes, comerciantes e até um apicultor, responsável pela criação de abelhas. E nenhum profissional de saúde.
Um dos investigados da Operação Contágio, o guarda municipal e advogado Wellington Pires da Silva, foi alvo da investigação de desvios na Saúde. De acordo com a PF, ele era sócio de empresas que recebiam quantias milionárias de outras que eram subcontratadas pela OSS que geria os hospitais.
Outro alvo da Churrascada é Romilton Queiroz Hosi, que já foi preso por crimes como lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas. Além de Wellington, o advogado Luiz Pires Moraes Neto também foi alvo da operação. Ele atua em diversos casos na esfera criminal em São Paulo e defendeu outros dois alvos da “Churrascada” em processo criminal. São eles: Sergio Armando Audi e Adormevil Vieira Santana. Ambos foram acusados de estelionato.