Justiça

Ex-auditor fiscal investigado na chamada "máfia do ISS" tem prisão preventiva decretada pela Justiça

De acordo com o juiz, não houve qualquer ilegalidade na prisão em flagrante  |  Reprodução/ TV Globo

Publicado em 18/10/2025, às 10h24 - Atualizado às 10h24   Reprodução/ TV Globo   Bernardo Rego

Arnaldo Augusto Pereira, ex-auditor-fiscal preso na última quarta-feira (15) na cidade de Mucuri, no extremo sul da Bahia, por equipes do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco-Sul) passou por audiência de custódia realizada na sexta-feira (17) em sessão presidida pelo juiz Renan Souza Moreira.

Na decisão a qual o BNews teve acesso, o juiz enfatiza que não foi constatada qualquer ilegalidade no cumprimento da prisão em flagrante decorrente de Mandado de Prisão Preventiva expedido pela 36ª Vara Criminal do Foro Central Criminal Min. Mário Guimarães/SP.

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Diante disso, o magistrado decidiu por homologar o ato nos termos do artigo 310 do Código de Processo Penal. Renan Moreira pontuou na sua decisão que "há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria do crime previsto no artigo 304 do Código Penal ou de outra falsidade documental."

O magistrado argumenta que a manutenção da prisão é "imprescindível para garantir a ordem pública e assegurar tanto a instrução criminal quanto a futura aplicação da lei penal." O juiz pontuou ainda que a conduta do investigado "demonstra clareza na intenção de frustrar a persecução penal e que "não possui o menor receio em burlar as instituições públicas."

Histórico criminal do investigado

O investigado havia sido condenado a 18 anos de prisão por participação na chamada “máfia do ISS” da Prefeitura de São Paulo. A prisão decorreu de investigações que indicaram que o ex-auditor estava vivendo em Mucuri sob identidade possivelmente falsa, após ter forjado a própria morte em julho de 2025 para tentar escapar do cumprimento da pena.

Segundo o Gaeco-Sul, Pereira já havia sido preso em operações anteriores relacionadas a esquemas de corrupção que movimentaram milhões de reais, incluindo casos de desvio superiores a R$ 500 milhões. Entre 2019 e 2023, ele respondeu a diversas ações e recebeu condenações que resultaram em diferentes regimes de pena.

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