Justiça

Faculdades da Bahia têm 10 dias para adotar bancas de cotas raciais, recomenda MPF

MPF quer que instituições de Salvador e interior comprovem fenótipo de candidatos às bolsas do Prouni para evitar fraudes em cotas raciais  |  Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Publicado em 30/04/2026, às 14h57   Marcello Casal Jr./Agência Brasil   Antonio Dilson Neto

O Ministério Público Federal (MPF) enviou uma recomendação a 24 Instituições de Ensino Superior (IES) em Salvador e no interior da Bahia para que reforcem o controle sobre as bolsas do Prouni.

O órgão exige a criação de bancas de heteroidentificação para analisar o fenótipo dos candidatos para confirmar a veracidade das autodeclarações em vagas de cotas raciais.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

📲 Mantenha-se informado! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo. Clique e não perca nada!

O objetivo central é evitar que estudantes que não se enquadram no perfil legal ocupem vagas destinadas a negros, pardos e indígenas. A recomendação, assinada pelo procurador Ramiro Rockenbach, destaca que a simples autodeclaração tem se mostrado insuficiente para impedir irregularidades.

O MPF fundamenta a recomendação em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que já reconheceu a constitucionalidade das bancas como instrumento complementar. 

As 24 faculdades notificadas têm dez dias para informar se acatarão a recomendação e detalhar as providências administrativas. Caso as instituições ignorem a orientação, o MPF poderá adotar medidas judiciais cabíveis para garantir a integridade do programa.

Classificação Indicativa: Livre


TagsBahiaMinistério Público FederalstfSupremo Tribunal FederalCotasheteroidentificação

Leia também


Com Seap na corda bamba, Jerônimo comenta novas mudanças em secretaria


Jerônimo Rodrigues comenta rejeição de Jorge Messias: “Ficou uma imagem muito ruim do Senado”