Justiça

"A gente percebe um estado sem condições de reagir", diz ministro do STJ ao falar do combate ao crime organizado

O ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, conversou nesta quinta-feira (14) com o BNEWS  |  Thiago Teixeira / BNEWS

Publicado em 14/05/2026, às 20h53   Thiago Teixeira / BNEWS   Thiago Teixeira e Davi Lemos

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sebastião Reis Júnior, falou sobre o combate ao crime organizado e disse perceber que o estado falha no combate e na prevenção. O magistrado pontuou que as organizações criminosas não são mais um fenômeno localizado, mas espalhadas pelo Brasil, algumas das quais atuando como "co-irmãs". As falas ocorreram nesta quinta-feira (14) durante o I Encontro Internacional de Ciências Penais – Temas Atuais, promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA).

"É uma realidade, não há como negar que as organizações criminosas e principalmente as organizações criminosas armadas estão crescendo, e não só crescendo, como elas deixaram de atuar de uma forma localizada. Hoje elas atuam de forma integrada e têm braços espalhados pelo Brasil todo. Então esse evento, essa realidade unindo Rio e Bahia, não ocorre só Rio e Bahia, elas já têm organizações independentes com braços espalhados pelo Brasil ou até mesmo organizações que são co-irmãs que atuam em conjunto, isso é uma realidade", comenotou o magistrado.

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O ministro citou a situação de impotência do poder estatal. "É um fenômeno preocupante, porque de uma certa forma a gente percebe um estado sem condições de reagir, sem condições de enfrentar esse fenômeno. É um fenômeno que está em crescimento. Esta semana o Executivo editou um pacote para tentar combater essa criminalidade. Não existe uma solução fácil e nem existe uma solução rápida, é um processo que demanda longo prazo", pontuou.

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