Justiça

“O crime passou a se organizar como verdadeiras empresas”, destaca desembargador Mário Augusto Albiani

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O desembargador Mário Augusto Albiani destacou em entrevista ao BNews, a evolução das organizações criminosas na Bahia  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Thiago Teixeira / BNews
Por Leonardo Oliveira e Thiago Teixeira

por Por Leonardo Oliveira e Thiago Teixeira

Publicado em 14/05/2026, às 18h30 - Atualizado às 19h23



Durante o I Encontro Internacional de Ciências Penais – Temas Atuais, promovido pelo Tribunal de Justiça, nesta quinta-feira (14), o desembargador Mário Augusto Albiani destacou, em entrevista ao BNews, a evolução das organizações criminosas na Bahia, que passou a funcionar como uma espécie de empresa, com fluxo de dinheiro, lavagem de recursos e financiamento de práticas ilícitas.

De acordo com o desembargador, o fenômeno vem crescendo ao longo dos anos e talvez não tenha sido percebido de forma clara no início pelas instituições. Na avaliação dele, o combate antigo, feito de forma mais individualizada, não acompanhou a mudança de perfil do crime.

“É um fenômeno que vem crescendo gradativamente ao longo dos anos e talvez esse fenômeno não tenha sido visto de forma mais clara pelas instituições que combatiam o crime de forma mais individualizada. Aquela ideia do crime visto de forma, do criminoso que pratica um roubo, que pratica um furto, uma quadrilha, um bando que realiza atividade ilícita. Quando, na realidade, o crime passou a se organizar como verdadeiras empresas para realizar a prática de atos ilícitos”, afirmou o desembargador.

“Isso talvez tenha passado de forma imperceptível, no início, pelos poderes públicos, que hoje têm se organizado. Os poderes públicos têm se organizado para esse combate de forma mais coordenada, justamente para atacar as fontes de financiamento do crime organizado”, ressaltou.

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Para Mário Augusto Albiani, a importância desse debate está justamente em reunir diferentes frentes de atuação para enfrentar o problema. “As organizações criminosas devem ser combatidas através de cooperação, de forma estrutural, com a participação de todo o sistema de justiça e também da gestão pública”, destacou. 

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