Justiça

Homem recebe R$ 131 milhões por engano na conta e entra na Justiça contra banco; entenda

Vítima disse que sobre constrangimentos, pressão psicológicas e emocionais por parte do gerente bancário  |  Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Publicado em 25/01/2025, às 12h36   Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo   Publicado por Vagner Ferreira

O motorista Antônio Pereira do Nascimento (59), de Palmas (TO), recebeu por engano, em junho de 2023, uma quantia de R$ 131 milhões em uma de suas contas bancárias. Ao perceber a falha, ele comunicou ao banco para devolver o dinheiro. No entanto, de acordo com informações do Metrópoles, ele entrou na Justiça, contra a instituição financeira para solicitar indenização de 10% do valor, além de R$ 150 mil por danos morais, alegando que foi “tratado como um bandido”.

Segundo a reportagem, Antônio disse que sofreu com a exposição midiática, pois a notícia teve alcance internacional, e foi vítima de constrangimentos, pressão psicológicas e emocionais por parte do gerente do banco. O motorista teve ainda a tarifa bancária mensal com valor exorbitante, devido a alta quantia que foi movimentada na conta.

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“Inicialmente, ao ser informado sobre o erro, o autor ficou extremamente assustado e preocupado com as possíveis consequências da apropriação involuntária de um valor tão alto. (…) Ao informar ao banco réu sobre o ocorrido, foi pressionado, ameaçado e coagido a devolver o dinheiro de forma imediata, sendo tratado como um bandido naquele momento”, apontou a ação judicial, conforme publicação do Metrópoles.

Entenda o que aconteceu

Antônio vendeu um imóvel em junho de 2023 e foi ao banco transferir a quantia para outro banco, mas ao verificar o saldo, percebeu falha do banco, que transferiu um valor muito mais alto. De imediato, comunicou sobre o erro.

Entretanto, como o banco já estava fechado, o motorista se comprometeu a fazer a devolução no dia seguinte. Porém, começou a sofrer ameaças de que teriam pessoas na porta da casa dele aguardando a transferência do valor. Assustado, Antônio, cliente do banco a mais de 25 anos, conseguiu fazer a devolução no mesmo dia. 

“É importante salientar que o banco réu não poderia fazer a retenção dos valores por seus próprios meios, visto que a transferência errada foi realizada para uma conta em outro banco. O estorno só poderia ser obtido por meio de medida judicial ou administrativa perante o Banco Central”, informou a defesa do motorista.

“Esse episódio gerou um trauma considerável, pois o autor, uma pessoa simples, religiosa e avessa a exposições públicas, passou a temer pela sua segurança e a de sua família”, continuou, segundo reportagem.

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