Justiça

Justiça condena empresa a pagar cerca de R$ 120 milhões a mãe que perdeu filha ao voltar ao trabalho

Decisão reconhece falha ao negar recomendação médica em gestação de risco e responsabiliza companhia por desfecho trágico  |  Foto: Ilustrativa / Pexels

Publicado em 21/03/2026, às 12h16   Foto: Ilustrativa / Pexels   Cibele Gentil

Uma mulher foi indenizada em US$ 22,5 milhões, cerca de R$ 120 milhões, após a morte de sua filha recém-nascida. O caso envolve a recusa do seu empregador a conceder adaptações por recomendação médica durante uma gestação de risco.

De acordo com o processo judicial, Chelsea Walsh, moradora de Ohio, Estados Unidos, passou por uma cirurgia no colo do útero em fevereiro de 2021 para evitar um parto prematuro. Apesar da recomendação médica de repouso, a empresa Total Quality Logistics (TQL)  teria exigido seu retorno ao trabalho apenas quatro dias depois.

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Na época, o empregador teria pressionado a volta de Chelsea ao ambiente corporativo sob risco de perda do seguro de saúde. Duas semanas após o procedimento, Chelsea deu à luz a filha, com 20 semanas e seis dias de gestação. Magnolia nasceu e morreu cerca de uma hora e meia depois.

O júri considerou que a empresa teve responsabilidade parcial no desfecho dos fatos. A mulher seguia orientações médicas e solicitou a possibilidade de trabalhar de casa, mas teve seu pedido negado. Conforme relatado na ação, com poucos dias após retornar ao trabalho, a mãe apresentou um sangramento e os médicos não conseguiram conter a complicação.

Desdobramentos

Ainda segundo o processo, a empresa só reviu a decisão após intervenção externa, já depois do parto. Mesmo assim, Chelsea teria sido orientada a retornar ao trabalho poucos dias após dar à luz. Conforme relatado, ela deixou o emprego após declarações de um gerente, que teria dito que ela não teria sucesso na companhia caso não superasse o episódio.

O júri fixou a indenização total em US$ 25 milhões, mas atribuiu 90% da responsabilidade à empresa, resultando no valor final de US$ 22,5 milhões. “As evidências mostraram que a recusa a um pedido razoável levou à morte da filha”, afirmou a defesa de Chelsea.

Em nota divulgada na imprensa americana, a diretoria da TQL declarou que a empresa discorda do veredito e da forma como os fatos foram apresentados no julgamento. A companhia avalia medidas legais e reiterou compromisso com a saúde dos funcionários, além de manifestar condolências à família.

Classificação Indicativa: Livre


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