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Justiça

Justiça Inglesa nega troca de representantes da defesa das vítimas de Mariana

O Pogust Goodhead é mantida à frente do processo, representando as vítimas que constam na ação  |  A tragédia de Mariana completou 10 anos em 2025 - Antonio Cruz/Agência Brasil

Publicado em 12/10/2026, às 15h14   A tragédia de Mariana completou 10 anos em 2025 - Antonio Cruz/Agência Brasil   Elisa Martins

O Tribunal Superior da Inglaterra não autorizou a troca do escritório de advocacia responsável pelas vítimas do rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, na ação contra a mineradora BHP. A decisão foi tomada oficialmente nesta segunda-feira (12) e mantém o Pogust Goodhead à frente do processo, que busca 36 bilhões de libras, cerca de R$ 251 bilhões, em indenizações.  

A tentativa de transferência para o escritório americano Bailey Glasser International (BGI) foi feita por um Comitê de Clientes, composto por 17 integrantes. Eles queriam encerrar a contratação da Pogust Goodhead em nome de todos os atingidos pela tragédia que constam na ação. 

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“O comitê tem sido claro sobre quem considera que deve representar os atingidos, tendo manifestado, de forma reiterada, sérias preocupações com a condução e os rumos do processo sob a responsabilidade do atual escritório”, declarou.

A Pogust Goodhead, por sua vez, destacou que o Comitê não tem poderes para encerrar coletivamente a representação jurídica dos autores, e que apenas havia sido criado para auxiliar na condução do processo e dos clientes. 

Na decisão, o juiz David Waksman também concordou que o Comitê não tem esse tipo de autoridade. Dessa forma, foi mantida a Pogust Goodhead na defesa. O processo não tratou do direito de cada cliente de escolher seu próprio advogado.

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Barragem

A tragédia de Mariana completou 10 anos em novembro de 2025. A barragem que se rompeu era operada pela Samarco, controlada pela Vale e a BHP.

19 pessoas morreram e 2 mil desabrigadas ficaram desabrigadas. O caso é considerado o pior desastre ambiental da história do Brasil e a BHP foi considerada responsável por ele.

Em abril de 2027 haverá a etapa de definir os valores das indenizações. Cerca de 400 mil clientes fazem parte dessa fase do processo. 

Classificação Indicativa: Livre


TagsadvocaciaambientalBailey glasser internationalbarragemmarianamineradoraPogust goodheadrompimentotragédiaValevítimas

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