Justiça

Mendonça nega pedido da PF para impedir viagem a Dubai de mulher que estava com Sicário

Nathana Lopes Figueiredo é considerada testemunha-chave e havia pedido para prestar depoimento por videoconferência após viajar para Dubai  |  Sicário - Polícia Militar de Minas Gerais

Publicado em 12/09/2026, às 10h53   Sicário - Polícia Militar de Minas Gerais   Eduardo Costa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, negou uma solicitação da Polícia Federal para impedir que uma mulher que estava com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, quando ele foi preso em março, viajasse a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A mulher foi identificada como Nathana Lopes Figueiredo. Ela ligou para um delegado da Polícia Federal alguns dias  após a prisão e a morte de Sicário, afirmando que estava “muito abalada” e perguntou se haveria problema em realizar a viagem.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Nathana também solicitou que o depoimento com ela fosse feito por videoconferência após chegar  em Dubai. A mulher justificou que a viagem era necessária pois sua mãe teria fraturado o pé.

No processo, não é informado se Nathana teria retornado ao Brasil após a viagem ou se permanece no exterior.

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp!

Após a ligação para a PF, o delegado pediu a Mendonça que ordenasse a apreensão do passaporte de Nathana e proibisse que ela deixasse o País sem autorização da Justiça.

Ele justificou que Nathana seria uma “testemunha-chave” dos fatos relacionados a Sicário e que, uma viagem para o exterior, sem conhecimento do endereço final, poderia “comprometer a descoberta da verdade real”.

Mendonça negou o pedido do delegado, alegando que Nathana demonstrou disposição de colaborar com as investigações ao informar e explicar o motivo da viagem com antecedência.

“A reunião dessas circunstâncias permite a conclusão no sentido da intenção de NATHANA LOPES FIGUEIREDO de colaborar com as investigações. Caso contrário, a ligação não teria sido feita e dificilmente sua viagem seria conhecida antes de se realizar”, escreveu o ministro.

Sicário é tido como um dos líderes da “Turma”, grupo que atuava com violência contra desafetos de Daniel Vorcaro, além de captar servidores públicos para infiltrar o Master em sistemas judiciais e conseguir cópias de investigações sigilosas contra o banqueiro.

Classificação Indicativa: Livre


TagsJustiçastfDubaiBanco MasterDaniel VorcaroSicárioAndré Mendonla

Leia também


Vorcaro assinou contrato para documentário sobre Banco Master depois de ser preso, diz PF


Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro marcaram jantar com ator e diretor de Dark Horse