Justiça
Publicado em 15/09/2026, às 17h33 Rosinei Coutinho/STF Redação Bnews
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que o relatório da Polícia Federal (PF) que aborda sua relação com o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi produzido com o auxílio de “órgão externo, provavelmente estrangeiro”.
Na tarde desta terça-feira (15), durante a fala no julgamento no STF que pode autorizar uma investigação contra si mesmo, Alexandre de Moraes diz que o relatório foi produzido sob “clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no Brasil”.
“Há, inclusive, a suspeita de que o providencial afastamento do diretor da PF (delegado Andrei Rodrigues), que estranhamente foi comemorado por autoridades estrangeiras, foi para que não pudesse averiguar a produção externa desse relatório”, disse.
Moraes relembrou ainda o período em que a Justiça brasileira esteve sob sanções estrangeiras como a aplicação da “Lei Magnitski”.
“Não é demais relembrar as inúmeras pressões estrangeiras contra a Justiça brasileira e esse STF, inclusive com a cassação do visto de diversas autoridades e a aplicação da Lei Magnitski”, acrescentou.
O magistrado destaca ainda que o material apreendido foi enviado ao governo de André Mendonça “observância de procedimentos mínimos de segurança”.
“O prazo de elaboração foi de 72 horas, impossível para aquele relatório, mas os metadados comprovam que o relato não foi produzido efetivamente pela Polícia Federal, mas sim por agentes externos, pela forma de produção, provavelmente estrangeiros, comprovando a tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras, que somente enviaram o resultado para a Polícia Federal”, avalia.
4x2: Alexandre de Moraes e André Mendonça divergem em votação no STF
Alexandre de Moraes é visto como principal responsável pela crise no STF, mostra pesquisa