Justiça

Mulher é condenada após entregar abusador da filha de 11 anos ao tribunal do crime do PCC

Outros dois cúmplices também foram condenados por homicídio qualificado e participação em organização criminosa em outubro de 2024  |  Reprodução Redes sociais

Publicado em 29/03/2025, às 11h15   Reprodução Redes sociais   Redação Bnews

Uma mulher identificada como Thaynara Ribeiro Gomes, de 26 anos, foi condenada pela Justiça do Mato Grosso do Sul (MS) a seis anos de reclusão e 10 dias-multa pelo crime de cárcere privado e envolvimento com organização criminosa. A condenada é acusada de ter acionado o tribunal do crime do Primeiro Comando da Capital (PCC), em abril de 2022, para punir um jovem de 19 anos por ter um relacionamento amoroso com sua filha que, à época, tinha 11 anos.

De acordo com informações publicadas no Metrópoles, Thaynara era vizinha da mãe de Felipe Batista de Carvalho. Ele havia chegado há pouco tempo na cidade e a mulher se interessou pelo jovem. Porém, Felipe não quis ficar com Thaynara. Nas semanas seguintes, ela descobriu que ele se envolveu com a filha dela de 11 anos. 

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Thaynara entrou em contato com o pai de sua filha, que estava preso, e contou que a menina havia sido abusada. De dentro da cadeia, o pai da menor articulou o assassinato e Thaynara acionou, então, os membros do PCC. Felipe passou a receber ameaças e chegou a avisar seu pai que estava sendo perseguido por ter se envolvido com uma menina “de menor”.

Felipe desapareceu na noite de 16 de abril de 2022 e foi encontrado somente quatro dias depois, com mãos e pés amarrados, em estado de decomposição, na região de Vila Nova Campo Grande, área rural do município de Campo Grande (MS). A investigação concluiu que a causa da morte foi enforcamento.

Condenação 

A mãe da criança estava sendo investigada pelos crimes de homicídio doloso, cárcere privado e envolvimento com organização criminosa. No júri, Thaynara foi absolvida do crime de homicídio, sendo condenada apenas pelas demais infrações. A Justiça definiu que a pena deve ser cumprida em regime semiaberto, mas a decisão pode mudar a depender do comportamento da mulher. 

Além dela, outros dois envolvidos no crime foram condenados em outubro de 2024. Bruno Henrique Soares Ortega e Maykon Leiva Monção foram julgados juntos e sentenciados por homicídio qualificado, cárcere privado e participação em organização criminosa.

Classificação Indicativa: Livre


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