Justiça
Publicado em 08/09/2026, às 12h33 William Marcel Murad e Andrei Rodrigues - Marcos Oliveira/Agência Senado e Andressa Anholete/Agência Senado Eduardo Costa
O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, o "número 2" da corporação, criticou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Durante discurso nesta terça-feira (8) na abertura do curso de formação para agentes da Polícia Federal, em Brasília, afirmou que ele tem o "dever de defender a instituição de ataques".
Temos o dever de defender a nossa instituição de ataques e de tentativas de usurpação de funções. O respeito às atribuições de cada instituição no âmbito do sistema de justiça criminal garante a legalidade e a lisura das investigações e das condenações criminais", afirmou.
"Não se trata de interesse meramente institucional ou corporativo. É o interesse público no cumprimento da lei e na manutenção do sistema democrático. Instituições fortes, independentes e respeitadas não servem às riquezas, servem à sociedade brasileira. Não nos deixaremos abalar por ataques, venham de onde vier e, aqui, reafirmamos a nossa total confiança na direção-geral e no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues", declarou.
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O afastamento ocorre em meio à crise instaurada no STF com a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra a relação de ministros com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, assim como a relação desgastada entre Mendonça e Andrei já que há delegados da PF que atuam nos gabinetes dos ministros da Suprema Corte.
"O afastamento preventivo dos senhores Andrei Augusto Passos Rodrigues e Leandro Almada da Costa dos cargos de Delegado e Diretor-Geral da Polícia Federal e de Delegado e Diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal, respectivamente", diz um trecho da decisão de Mendonça a que o Bnews teve acesso.
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