Justiça
Publicado em 12/12/2025, às 14h55 Divulgação/A+ Cibele Gentil
A operadora Claro foi condenada pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 8 mil de indenização a um estudante que sofreu assédio telefônico após receber dezenas de ligações diárias. De acordo com o processo, o estudante chegou a receber mais de 20 chamadas por dia em busca de um desconhecido.
O jovem relatou que as chamadas seriam para falar com um homem chamado “Demerson”. Mesmo informando repetidamente que não conhecia a pessoa procurada, ele continuou sendo acionado pela central de atendimento da empresa.
Alegações
O estudante alegou se sentir cansado da situação e de ter sua rotina prejudicada. Ele decidiu gravar algumas conversas para usar como provas na ação. Segundo a defesa do jovem, ele estava buscando emprego e precisava atender as ligações, já que poderiam ser oportunidades de trabalho e argumentou que o “bombardeio” de chamadas “lhe tirou o foco e a paz”.
Na defesa apresentada à Justiça, a Claro alegou que o estudante poderia ter solicitado facilmente a suspensão das chamadas, registrando reclamação no SAC ou se cadastrando nas listas “Não perturbe”, do Ministério das Comunicações, ou “Não me ligue”, do Procon. Para a operadora, não houve excesso de contatos e “há significativos intervalos entre as chamadas, de modo a fragilizar o argumento de demasiado incômodo e prejuízo da rotina”.