Justiça
Publicado em 07/10/2026, às 00h03 Foto: Reprodução / redes sociais Natane Ramos
O pastor Lúcio Barreto Júnior, conhecido como pastor Lucinho, e a Igreja Batista da Lagoinha, foram condenados em primeira instância pela Justiça de Minas Gerais, em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público.
A ação ocorreu após o pastor Lucinho declarar ter chamado a filha, que tinha 11 anos, durante o ocorrido, de "mulherão" e dito "ai se eu te pego", afirmando que beijou a boca da criança.
A pregação viralizou nas redes sociais recentemente após ser divulgada no canal oficial da igreja no YouTube. A cena gerou revolta e motivou a ação. De acordo com a juíza Miriam Vaz Chagas, as declarações do pastor apresentaram conteúdo sexista e de objetificação do corpo feminino.
A magistrada afirmou que a liberdade religiosa e de expressão não protege manifestações que violem direitos fundamentais de mulheres e crianças.
Lucinho foi condenado a fazer um novo sermão sobre "Educação de Filhos", para se pronunciar publicamente sobre o ocorrido e se retratar das acusações de violência contra mulheres e crianças. A medida deverá ser cumprida em até 30 dias após o trânsito em julgado.
A Igreja Batista da Lagoinha também foi condenada e deverá gravar um vídeo de retratação pública, postado no YouTube e em suas redes sociais. O pastor e a congregação também deverão pagar R$ 150 mil por danos morais coletivos, valor destinado ao Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais.
O pastor Lucinho, da Igreja Lagoinha, postou uma foto com a família em uma lata. Mas olha o jeito “conservador” dele, como trata a filha dentro de casa, desejando ela e dando beijo na boca. https://t.co/3gT07g0Nlo
— Julio Freiress (@JFreiress_) February 19, 2026