Justiça

PF pede bloqueio de bens de empresa em ação sobre impactos ambientais em praia de São Tomé de Paripe

Empresa foi multada em R$ 50 milhões por poluição ambiental em São Tomé de Paripe; medida busca garantir possíveis indenizações e compensações  |  Gerdau e praia contaminada em São Tomé de Paripe - Divulgação

Publicado em 10/08/2026, às 07h54   Gerdau e praia contaminada em São Tomé de Paripe - Divulgação   Eduardo Costa

A Polícia Federal solicitou que a Justiça Federal da Bahia bloqueie os bens da Gerdau, empresa acusada de contribuir para a contaminação ambiental registrada na Praia de São Tomé de Paripe, no subúrbio de Salvador. 

A solicitação acontece para garantir o pagamento de possíveis indenizações e compensações ambientais. 

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A empresa foi multada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) em R$ 50 milhões após análise técnica e fiscalizações realizadas ao longo de 2026, com base em inspeções, coletas de amostras e relatórios laboratoriais que identificaram poluição em diferentes componentes do ecossistema marinho.

Segundo o órgão, foram identificadas concentrações elevadas de compostos químicos e metais pesados, com destaque para o cobre, além de substâncias da série nitrogenada, como nitrato, nitrito e nitrogênio amoniacal.

Em contato com o Bnews, a Gerdau informou que acompanha a situação na praia de São Tomé de Paripe e que mantém diálogo com as autoridades baianas sobre o caso.

"A Gerdau acompanha de perto o ocorrido na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador (BA), e neste momento, está ativamente dialogando com autoridades e órgãos competentes para a construção conjunta de uma resolução social e técnico-ambiental envolvendo a região", diz um trecho da nota enviada ao Bnews.

A empresa afirmou ainda que não opera no local desde 2022 e que trabalha para buscar soluções.

Veja a nota na íntegra

"A Gerdau acompanha de perto o ocorrido na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador (BA), e neste momento, está ativamente dialogando com autoridades e órgãos competentes para a construção conjunta de uma resolução social e técnico-ambiental envolvendo a região.

A Gerdau, que não tem histórico de eventos semelhantes na região e não opera no local desde 2022, em seus 125 anos de história, sempre prezou por uma atuação ética e por um diálogo constante e transparente com os públicos com quem se relaciona, e reforça seu compromisso de ser parte na busca de soluções que amparem a população local e que reestabeleçam rapidamente a normalidade."

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