Justiça
Publicado em 08/01/2025, às 18h27 Reprodução/Câmera de segurança Redação BNews
Os policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), nesta quarta-feira (8), por homicídio qualificado, pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta. O caso aconteceu no dia 20 de novembro de 2024, em um hotel na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo.
Além disso, o MP recomendou a prisão preventiva de Guilherme Agusto após entender que ele realizou a abordagem de forma “truculenta”. A Polícia Civil também pediu a prisão preventiva do agente, na última sexta-feira (3).
De acordo com o Ministério Público, o soldado Bruno Carvalho se aproximou do suspeito e o agrediu com um “violento chute, agravando o embate corporal”. O órgão ainda afirmou que os policiais agiram por motivo torpe, já que o estudante estava desarmado, encurralado, sem possibilidade de defesa e havia dado um tapa no retrovisor da viatura, que não foi danificado.
A PC informou que o policial Guilherme Augusto já havia sido indiciado no Inquérito Policial Militar (IPM) por homicídio doloso e segue afastado das atividades, assim como o PM que estava com ele no dia da ação.
Câmeras de segurança registraram ação
Imagens de uma câmera de segurança mostram quando o estudante deu um tapa em uma viatura da Polícia Militar antes de ser morto. Na ocasião, Marco Aurélio seguia para o hotel onde estava hospedado. No caminho, ele encontrou a viatura estacionada na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves e bateu no retrovisor. Na sequência, o rapaz saiu correndo. Nesse momento, os PMs Guilherme Augusto e Bruno Carvalho do Prado o seguiram até o hotel.
No boletim de ocorrência, os policiais citaram o tapa dado por Marco Aurélio e afirmaram que ele estaria “bastante alterado e agressivo” e teria resistido à abordagem policial. Os militares também alegaram que o disparo contra o jovem foi feito depois de ele tentar subtrair a arma de fogo de um dos soldados.
No entanto, outra câmera de segurança, instalada no hotel onde o jovem estava hospedado, mostra que o PM Augusto atirou depois de o soldado Prado dar um chute no estudante, que segurou a perna dele, fazendo-o cair no chão. Não é possível ver a vítima tentando pegar a arma do agente.
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