Justiça

Primeira advogada trans da Bahia é uma das presas em operação contra facções em presídios; veja os nomes

Ao todo, dez advogados são alvo de uma operação que tenta desarticular facção criminosa que atua em presídios na Bahia; nove foram presos  |  Reprodução/Redes Sociais // Alberto Maraux/SSP

Publicado em 03/07/2026, às 10h46   Reprodução/Redes Sociais // Alberto Maraux/SSP   Matheus Simoni e Claudia Cardozo

Nove advogados foram presos nesta sexta-feira (3), durante a Operação Sintonia de Gravata, que tem como objetivo desarticular um esquema que envolve facções com atuação no sistema prisional da Bahia. Segundo apuração do BNews, entre os nomes está o de Fernanda Borges, primeira advogada transsexual do estado.

A jurista era presidente da Comissão de Diversidade da seccional da cidade de Serrinha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA). A polícia não divulgou qual a participação dela no esquema criminoso. Além de Fernanda, foram presos os seguintes advogados:

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Tamires Felix Alves Silva;
Luan Mascarenhas de Souza;
Izabela Da Silva de Oliveira;
Maria Mariana Batista de Oliveira;
Maria Tereza Novaes Martins;
Ícaro Cardoso Viana;
Luã Santos da Costa;
Raiza Araújo da Silva.

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), em ação integrada com as Secretarias Estaduais de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e Secretaria de Segurança Pública (SSP). O objetivo é atingir facções criminosas com atuação no sistema prisional. Ao todo, foram cumpridos 22 mandados de prisão preventiva em seis municípios baianos: Serrinha, Salvador, Camaçari, Barreiras, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

Segundo o MP-BA, investigadores apontaram a atuação de grupos criminosos envolvidos em tráfico de drogas, aquisição, circulação, posse e guarda de armas de fogo de facções, além da articulação entre integrantes custodiados e agentes em liberdade. Também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Eunápolis.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos notebooks, celulares e documentos diversos que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação da eventual participação de outros envolvidos no esquema criminoso.

No âmbito das medidas cautelares deferidas judicialmente, foi determinada a indisponibilidade de ativos financeiros dos investigados, até o limite mínimo de R$ 10 milhões. A força-tarefa conseguiu ainda o bloqueio de veículos, bens imóveis, embarcações e aeronaves dos investigados. O objetivo é impedir a movimentação de recursos vinculados às atividades ilícitas.

Conforme apurou o BNews, a Comissão de Prerrogativas da OAB-BA foi chamada para acompanhar as diligências, mas sem saber de detalhes, através de um ofício genérico. A seccional baiana pediu informações à Polícia Civil para instaurar procedimento ético disciplinar contra os envolvidos. Além disso, a OAB-BA vai acompanhar a investigação do caso, "defendendo o devido processo legal, com respeito às prerrogativas da advocacia".

O BNews tenta o contato com a defesa dos advogados para pronunciamentos a respeito do caso. A matéria será atualizada conforme qualquer manifestação ocorra. 

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