Justiça
Publicado em 10/07/2024, às 16h12 Pixabay/@pixabay Cadastrado por Lorena Abreu
Antes de encarar um primeiro encontro, compartilhar a localização com amigos e investigar as redes sociais de um pretendente são atitudes comuns atualmente, especialmente para mulheres. Mas há outra medida de precaução, menos disseminada, capaz de revelar detalhes sobre a vida de um paquera. Trata-se da pesquisa de antecedentes criminais, um recurso possível quando se tem alguns dados pessoais sobre o interesse amoroso. De acordo com o Portal G1, são pelo menos dois os mecanismos de busca: processos judiciais e monitoramento de prisões.
Ao acessar a página do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), por exemplo, é possível pesquisar por processos tendo apenas o nome completo de uma das partes, embora o resultado seja limitado, uma vez que processos sob sigilo não estarão disponíveis para consulta. A pesquisa também pode trazer homônimos, por isso quanto mais informações tiver, mais preciso será o filtro de respostas.
Entrando na página inicial do Tribunal, o segundo passo é clicar na aba de pesquisa “Consulta Processual”, depois selecionar a opção da informação pesquisada, como “parte” (quando a pesquisa é pelo nome da pessoa). Existem também as opções de pesquisa através número de processos, nome do advogado, CPF ou registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
É possível também utilizar o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, que integra o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Assim, ao acessar o site do órgão, é só procurar a opção “Pesquisa mandados” e depois preencher a aba de pesquisa com informações como nome ou documentos. Dessa forma, é possível checar se há mandados contra um cidadão. Do mesmo modo, quanto mais informações disponíveis, mais criterioso será o resultado.
Além dos dois recursos apresentados acima, vale lembrar que uma opção muito mais simples também pode ajudar a se proteger de ciladas no que tange a encontros amorosos desconhecidos, Trata-se da pesquisa através do nome completo no Google ou qualquer outro buscador.
A utilização dessas ferramentas ainda podem servir em casos de estelionato sentimental ou o chamado "golpe do amor", crime que ocorre quando a pessoa envolve o parceiro para depois extorqui-lo, levando dinheiro e outros bens, ainda de acordo com o Portal G1.
Tais ferramentas ainda causam divergências no que diz respeito ao Direito, já que ninguém é culpado, até que se prove o contrário. Porém, diante de tantas tragédias relacionadas a primeiros encontros amorosos, há que analisar a necessidade de ações extras em prol da própria segurança.