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Justiça

Promotor do MP-BA fala em aumento do número de casos de xenofobia após processo eleitoral

Ministério Público da Bahia institui força-tarefa para investigar crimes de xenofobia, especialmente nas redes sociais, após eleições  |  Reprodução

Publicado em 07/10/2026, às 15h28   Reprodução   Silvânia Nascimento e Lucas Pacheco

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) decidiu instituir uma força-tarefa para apurar eventuais crimes de xenofobia, inclusive os cometidos em redes sociais e em outras plataformas digitais, após o resultado do primeiro turno das eleições. Em uma entrevista na tarde desta quarta-feira (06), o órgão detalhou como será a atuação. 

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Segundo Rogério Queiroz, Promotor de Justiça e coordenador de Direitos Humanos, o MP percebeu o aumento de casos após o primeiro turno das eleições. 

Primeiro, nós temos que lamentar o que tem ocorrido sempre após o período eleitoralou os períodos eleitorais, onde os casos de xenofobia têm se multiplicado.Em relação ao último processo eleitoral, nós observamos também a elevação dessesdados.O nosso procurador geral entendeu por bem instaurar e determinar a criação dessa força-tarefaenvolvendo a Coordenação de Direitos Humanos do Ministério Público do Estado da Bahia,a Coordenação Criminal e o nosso núcleo de combate aos crimes cibernéticos. Por quê?Porque isso vai propiciar nós coletarmos a prova técnica da maneira correta, da maneiraadequada para subsidiar o trabalho dos promotores que irão eventualmente mover ações criminaise ações civis com o objetivo de responsabilizar, eventualmente, as pessoas envolvidas", disse.

Veja:

Já o também promotor e Coordenador Criminal Adalto Araújo defendeu a ação para a coleta de provas e para a necessidade de dar uma resposta à sociedade. 

O que eu quero é que a gente possa, diante do volume de informações que tem chegado ao Ministério Público, com notícias da prática do crime de xenofobia,direcionadas a algumas pessoas que têm praticado, supostamente praticado esses tedelitos pelas redes sociais, então, a ideia dessa força tarefa é que a gente possa apoiar as promotorias de justiça que atuam na ponta, para que se possa ser decidido a atuação do Ministério Público.Principalmente para a coleta técnica dessas provas, que são na maioria provas digitais,que exigem o cuidado na coleta para que se preserve a cadeia de custódia e que não gere nenhum prejuízo para a prova. Então, a ideia é dar esse subsídio e ajudar os promotores naturais, que eles têm um embasamento e a facilidade de análise desse material.Mesmo porque, como eu disse, são muitas representações, são muitos fatos chegando,e nós queremos, o objetivo é que a gente possa analisar cada caso concreto de cada notícia que chegar ao Ministério Públicoe dar uma resposta à sociedade.Principalmente para mostrar e dizer que a gente, o Ministério Público, repudia qualquer forma de xenofobia."

A força-tarefa envolverá os Centros de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Criminais (Caocrim) e de Defesa de Direitos Humanos (Caodh), o Núcleo de Combate aos Ilícitos Cibernéticos (Nucciber), a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos e a Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI).

Classificação Indicativa: Livre


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