Justiça
Publicado em 09/10/2026, às 16h09 Reprodução Antonio Dilson Neto
A disputa judicial pela fortuna estimada em R$ 2 bilhões de Anita Harley, acionista ligada às Casas Pernambucanas, teve novos desdobramentos nos tribunais. Segundo informações da CNN Brasil, a ação em que Sônia Soares, conhecida como Suzuki, buscava o reconhecimento de união estável com a empresária foi julgada improcedente pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Enquanto isso, os processos relacionados às reivindicações de Cristine Rodrigues e Arthur Miceli continuam sem desfecho.
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Aos 78 anos, a empresária permanece inconsciente desde que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, em 2016, e está internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Descendente de uma família sueca que se estabeleceu no Brasil no início do século XX, Anita Harley sempre administrou o patrimônio familiar com enorme discrição. Era, possivelmente, uma das mulheres mais ricas do Brasil que menos aparecia publicamente.
Anita se divida entre a gestão dos negócios da Pernambucanas — rede com mais de 470 lojas em 15 estados e 16 mil funcionários — e a rotina reservada em uma mansão de 96 cômodos no bairro da Aclimação, em São Paulo.
O caso ganhou maior repercussão com o documentário O Testamento: O Segredo de Anita Harley, lançado pelo Globoplay em março de 2026. A produção apresenta os conflitos em torno da vida pessoal e do patrimônio da empresária, cuja condição de saúde impede que ela manifeste atualmente sua vontade.
Entre os principais nomes da disputa estão Cristine Rodrigues, ex-secretária e pessoa de confiança de Anita, e Sônia Soares, conhecida como Suzuki. As duas reivindicam direitos relacionados aos vínculos afetivos que afirmam ter mantido com a empresária.
Arthur Miceli, filho biológico de Sônia, também aparece no caso ao buscar o reconhecimento de uma relação de filiação socioafetiva com Anita.
Sônia Soares, conhecida como Suzuki, trabalhou com Anita e afirma ter mantido uma relação amorosa com ela por décadas. Um ano após o AVC da empresária, entrou na Justiça para pedir o reconhecimento de união estável, alegando que as duas viviam juntas havia 36 anos.
Embora o documentário apresente o reconhecimento da relação como parte da história judicial do caso, a atualização mais recente citada pela CNN Brasil aponta que o TJ-SP julgou improcedente a ação de união estável.
Suzuki morou com Anita em uma mansão de 96 quartos e 35 banheiros em São Paulo. A propriedade foi doada formalmente em 2009 para Sonia Soares, conhecida como Susuki, que era funcionária e “dama de companhia” de Anita.
A casa também está em disputa por conta do estranhamento na doação de alto valor por advogados, amigos e parentes da herdeira.
Do outro lado está Cristine Rodrigues, secretária de longa data e pessoa de confiança de Anita. Ela também busca o reconhecimento judicial de uma união estável com a empresária, mas sua ação ainda aguarda julgamento, segundo as informações divulgadas pela CNN Brasil.
Cristine também afirma, no documentário, que nunca houve relação de maternidade afetiva entre Anita e Arthur Miceli, o filho biológico de Suzuki que pleiteia na Justiça o direito de ser reconhecido como filho e herdeiro de Harley.
Arthur Miceli, filho biológico de Suzuki, obteve reconhecimento de maternidade socioafetiva em uma etapa anterior da disputa e chegou a ser curador de Anita, episódio retratado na produção. A questão relacionada aos efeitos desse vínculo e ao eventual direito sucessório, no entanto, continua em discussão judicial.
Segundo a atualização publicada pela CNN Brasil, o processo relacionado ao reconhecimento da filiação socioafetiva está pendente de julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Os conflitos envolvendo a família Harley não se limitam à sucessão de Anita. Em processo anterior, o Superior Tribunal de Justiça determinou a transferência de 25% das ações da holding familiar aos sobrinhos da empresária, além do pagamento de dividendos retroativos.
A decisão estava relacionada a uma disputa sobre o testamento da mãe de Anita.
Um curador externo já foi nomeado para assumir o controle dos bens em diferentes momentos. A função de curador está relacionada à proteção dos interesses e do patrimônio de uma pessoa que não pode administrar os próprios assuntos.
Essa atribuição, por si só, não determina quem terá direito à herança quando a sucessão for definida e a administração dos bens deve ser usada, exclusivamente, para manutenção do próprio patrimônio e na garantia do bem-estar do curatelado.
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