Justiça
Publicado em 02/07/2026, às 16h33 Reprodução / Redes Sociais Héber Araújo
O casal de influenciadores e ex-BBBs, Viih Tube e Eliezer, viraram alvo do Tribunal Superior do Trabalho. O TST publicou, em suas redes sociais, uma postagem onde afirmou que “humilhação não é entretenimento” e que cenas como essa podem ser enquadradas em assédio moral.
Viih e Eliezer desenvolveram, em suas redes sociais, o programa “As patroas”, que seria uma espécie de reality dos empregados da residência onde vivem. A competição iria fornecer aos funcionários do casal um prémio em dinheiro de R$20 mil, além da redução da jornada de trabalho e outros benefícios ao ganhador.
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O primeiro episódio da competição foi publicado na última terça-feira (30), no canal de Youtube da influenciadora, e a cena acabou repercutindo negativamente. Menos de 24 horas depois o conteúdo foi retirado do ar.
“Expor trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral. A Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana, e a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas. Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever”, diz a publicação do TST.
Em meio a polêmica, o Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um inquérito para apurar as irregularidades trabalhistas que o casal teria cometido ao desenvolver o reality. "O MPT em São Paulo tomou conhecimento da atividade anunciada pela influenciadora em questão por meio da imprensa e abriu procedimento para investigar os fatos", declarou o órgão em nota à imprensa.