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Justiça

Vinhos escolhidos por Vorcaro para almoço com Alexandre de Moraes podem valer mais de R$ 450 mil

Seleção incluía vinhos raros como Mouton Rothschild, La Tâche e Cheval Blanc, além de champanhe Cristal e Château d'Yquem.  |  Divulgação/Maison Louis Roederer

Publicado em 01/10/2026, às 20h12   Divulgação/Maison Louis Roederer   Antonio Dilson Neto

Os vinhos escolhidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaropara um almoço oferecido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em dezembro de 2023, podem valer mais de R$ 450 mil no mercado brasileiro. A seleção reuniu rótulos de safras antigas de produtores disputados por colecionadores, entre eles Domaine de la Romanée-Conti, Château Mouton Rothschild e Château Cheval Blanc.

O almoço aconteceu em 30 de dezembro de 2023, no hotel Six Senses Botanique, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Vorcaro não participou da recepção, mas, segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do ex-controlador do Banco Master, participou da organização e definiu as bebidas que seriam servidas.

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Nas conversas, Vorcaro orientou que fossem priorizados vinhos antigos de sua adega e determinou que as garrafas que não fossem consumidas fossem entregues a Moraes ao final do almoço.

Rótulos de colecionador

Entre os rótulos identificados nas imagens do encontro estão Château Mouton Rothschild das safras de 1982 e 1989, La Tâche de 1997 e 2001 e Château Cheval Blanc de 1984.

Também foram registradas duas garrafas de champanhe Cristal e um Château d'Yquem de 1983.

Vinhos escolhidos por Vorcaro para almoço com Moraes podem valer mais de R$ 450 mil | Divulgação
Vinhos escolhidos por Vorcaro para almoço com Moraes podem custar mais de R$ 450 mil | Reprodução
Vinhos escolhidos por Vorcaro para almoço com Moraes podem valer mais de R$ 450 mil | Divulgação
Vinhos escolhidos por Vorcaro para almoço com Moraes podem valer mais de R$ 450 mil | Divulgação
Vinhos escolhidos por Vorcaro para almoço com Moraes podem valer mais de R$ 450 mil | Divulgação

Um dos principais destaques da seleção foi o Mouton Rothschild 1982. A garrafa dessa safra pode chegar a aproximadamente R$ 100 mil no mercado brasileiro.

No mercado internacional, a garrafa costuma aparecer na faixa de US$ 3 mil a US$ 5 mil, aproximadamente R$ 16 mil a R$ 27 mil em conversão direta, mas exemplares com procedência comprovada e boa conservação podem atingir valores muito superiores no Brasil.

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Outro rótulo de alto valor é o La Tâche, produzido pelo Domaine de la Romanée-Conti, na Borgonha. Segundo referências de mercado, a safra de 1997 pode chegar a cerca de R$ 70 mil no Brasil, enquanto a de 2001 é avaliada em aproximadamente R$ 50 mil.

No exterior, essas garrafas também estão entre as mais caras da seleção, com exemplares de safras antigas negociados por valores que podem variar de US$ 4 mil a US$ 7 mil, cerca de R$ 22 mil a R$ 38 mil em conversão direta. A

disponibilidade é restrita e algumas unidades são negociadas principalmente por meio de colecionadores, casas especializadas e leilões.

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O Château d'Yquem 1983 também aparece entre os itens de maior valor. A safra é estimada em mais de R$ 50 mil no mercado de colecionadores, embora garrafas menores, de 375 ml, sejam encontradas em cartas de restaurantes brasileiros por valores entre R$ 22 mil e R$ 25 mil. A safra recebeu 100 pontos da Revista ADEGA.

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Além dos vinhos, o almoço teve um menu de alta gastronomia. O cardápio incluía caviar Beluga, vieiras com ovas de salmão, ovo trufado, foie gras, carnes maturadas, wagyu e preparações com trufas.

Mensagens obtidas pela PF mostram ainda uma orientação para a compra de 300 gramas de trufas brancas, ingrediente sazonal e de oferta limitada. A quantidade poderia custar até R$ 22 mil no mercado brasileiro.

As informações foram reveladas pelo jornal O Globo.

Classificação Indicativa: Livre


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