Economia & Mercado
Publicado em 06/12/2024, às 20h46 Deivid Santana/ BNews Alex Torres e Letícia Rastelly
A Associação Baiana das Empresas de Base Florestal, a Abaf, prestou uma homenagem a Finlândia, em um evento promovido na 33ª edição da Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro), nesta sexta-feira (06). A celebração ocorreu no Salão Internacional, em meio ao encontro florestal, onde foram apresentados dados do setor na Bahia. O tributo ao país Europeu, que tem protagonismo na história da indústria da madeira, ocorre no dia da independência da Filândia e também celebra a parceria com o Estado.
“É um país pequeno, mas gigante em tecnologias, gigante em inovações, gigante em economia circular, que tem muito a nos ensinar ainda no Brasil (...) Nós estamos muito felizes e realizados com resultados obtidos, com essas parcerias na área de madeira e em outras áreas como mineração, onde a tecnologia finlandesa nos ajuda a crescer”, destacou o diretor-executivo da Abaf, e cônsul honorário da Finlândia, Wilson Andrade.
O diretor analisa o setor econômico da Bahia e do Brasil, ao explicar a necessidade de parcerias. “A economia poupança brasileira e baiana ainda são pequenas, mesmo privada ou governamental. Nós precisamos de recursos, precisamos de tecnologias, precisamos de parceiros para desenvolver nossas cadeias produtivas, gerar mais emprego, principalmente no interior, em condições de vida para todos aqueles que querem trabalhar. E isso nós temos a oportunidade de fazer graças a essa cooperação com o governo e com o empresariado finlandês, que cada dia é reforçado”.
Ao BNews, Wilson contou que na última segunda-feira (02) chegou à Bahia uma missão de empresários finlandeses que vieram tratar de mineração. “E assim vai, de madeira para mineração, para economia circular, para a indústria papeleira como um todo. E essas experiências vão sendo trocadas e isso vale para a aproximação cada vez maior desse país (...) nós ajudamos a criar esse salão internacional dez anos atrás e procuramos trazer empresários e missões de empresários para conhecer a potencialidade das cadeias produtivas da Bahia”, explicou o diretor.
“É muito importante que nós possamos exportar produtos com valor agregado, com maior valor de processamento local, que gera mais emprego aqui, logicamente mais impostos para o Estado e para os municípios. Então, essa complementação da cadeia produtiva é muito importante, que a Fenagro tem toda a capacidade, tem todas as condições de ser realmente uma feira internacional, atraindo investidores, tecnologias e tudo aquilo que falta para que a gente cresça, porque tem vários anos, cerca de 10 anos, que é a Bahia tem um PIB pouco desenvolvido, como o Brasil também tem. Então é preciso abrir as fronteiras, é preciso conexões e articulações no exterior para que a gente possa crescer de verdade”, defendeu Wilson.
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