Economia & Mercado

Economia: Anúncios digitais das indústrias de mídia e entretenimento movimentarão US$ 26 bilhões nos EUA

Crescimento ascendente dos setores de mídia e entretenimento refletem saúde do mercado digital na economia americana  |  Agência Brasil

Publicado em 13/02/2022, às 07h05   Agência Brasil   Redação BNews

Os dados do relatório do eMarketer aponta crescimento significativo, até 2023, dos anúncios digitais nos setores de mídia e entretenimento. Até lá, serão movimentados US$ 11,6 bilhões e US$ 14,89 , respectivamente, totalizando um movimento de US$ 26 bilhões na economia americana, de acordo com as informações divulgadas no site Money Report.

Mesmo com os efeitos da pandemia, a projeção de crescimento se dá pelo aumento de gastos com anúncios digitais em 2021 e, por isso, a projeção aponta para uma recuperação considerável devido ao ramo de entretenimento ter uma  “dependência em formatos de anúncios de alto preço, como vídeos”. Dessa forma, os efeitos negativos da crise impulsionada pela Covid-19 e previstas para 2020 não foram "tão graves" ao ponto da indústria de mídia e entretenimento já terem superado os efeitos negativos da pandemia. “A volta gradual da produção de TV e do entretenimento ao vivo deu às empresas desses setores o impulso para retomar os gastos com anúncios digitais em níveis que ultrapassam o que esperávamos antes mesmo da pandemia”.

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Para o site, "mídia" se refere às empresas voltadas para a transmissão de rádio e televisão (redes ou emissoras), incluindo comerciais, religiosas e educacionais. Já “entretenimento” abrange meios de recreação, bilheteria, cinema, música, plataformas de vídeo e videogames.Esses setores aumentaram os gastos com anúncios digitais em 2020 em meio ao pico da pandemia, apesar das taxas de crescimento ainda não terem chegado a outras indústrias, como produtos de informática (30,5%) e saúde e farmácia (27,2%).

As redes de tv e as produtoras também se esforçaram mujito para vencer as dificuldades causadas pela pandemia em 2020 mas, acabaram retrocedendo após a 2ª e a 3ª ondas de covid que afetou os Estados Unidos. Com a ampla disponibilidade de vacinas em 2021, as produções voltaram aos níveis pré-pandemia e, consequentemente, os gastos com anúncios nas redes de TV aumentaram.

Já as organizações de notícias enfrentaram pausas semelhantes às de outros negócios, mas não pausaram a produção por causa da demanda por informações sobre a covid, além das eleições presidenciais de 2020. Ainda segundo o eMarketer, nesse setor os níveis de gastos com publicidade caíram, mas também não no nível que se havia projetado. Espera-se agora que as organizações de notícias devam contribuir “significativamente” para a recuperação dos gastos do setor de mídia.

Os gastos com publicidade digital da indústria de entretenimento tiveram efeito “pandêmico” similar ao da mídia, mas com desaceleração no crescimento mais perceptível em 2020. O eMarketer espera que a recuperação, vista em 2021, se mantenha até 2023. Alguns segmentos do setor, principalmente diversão e recreação, bilheteria, cinema e música, foram especialmente afetados. Parques temáticos, cinemas, casas de shows e produção de programas de TV e filmes foram paralisados em 2020 e só recentemente retomaram as atividades.
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O celular será responsável por 76,5% da publicidade digital no setor de entretenimento. É a maior proporção entre todas as indústrias que o site acompanha, de acordso com a apuração do Money Report. Os principais causadores dos gastos com anúncios de entretenimento são estúdios de filmes e jogos com franquias que atraem, sobretudo, as gerações Y e X.

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