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Grupos armados devem disputar poder sírio após renúncia de ditador; entenda

Líder de grupo armado fez primeiro pronunciamento após renúncia do ditador Bashar al-Assad  |  Divulgação / Freepik

Publicado em 09/12/2024, às 09h15 - Atualizado às 09h41   Divulgação / Freepik   Publicado por Vagner Ferreira

O líder da coalizão rebelde Hayet Tahrir al-Sham (HTS), Abu Mohammad al-Jawlani - ou Ahmed al-Sharaa, como é conhecido -, fez o seu primeiro pronunciamento após a renúncia do ditador do governo sírio, Bashar al-Assad, em função do avanço das tropas à capital. 

De acordo com informações do portal O Globo, o discurso aconteceu na Mesquita de Omíada, o principal templo religioso da Síria e o quarto lugar mais sagrado do mundo, conforme a crença muçulmana. 

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“Esta vitória, meus irmãos, [foi conquistada] com a ajuda de Deus, com o sangue dos mártires, das viúvas, dos órfãos e do sofrimento das pessoas que estavam nas prisões”, disse al-Sharaa em discurso, conforme reportagem.

A renúncia de Bashar al-Assad não é garantia de poder para al-Sharaa e pode ser o início de uma disputa pelo poder sírio, tendo em vista o interesse de diversos grupos armados. Além da HTS, outra facção  rebelde já tinha entrado na capital com o intuito de dar um fim à ditadura. 

Com o avanço das forças armadas, vários grupos armados decidiram sair às ruas para retirar a gestão do governo ditador. No dia anterior à renúncia, facções e rebeldes realizaram atos contra o governo da região do sul de Damasco, ao leste do país.

Tinham, inclusive, regiões do país que já eram governadas de forma independente, conforme reportagem de o Globo. 

O Exército Nacional Sírio dominava áreas da fronteira norte do país. Já as Forças Democráticas da Síria, que tiveram um papel importante no combate contra o estado islâmico, ocupavam grande parte da região leste. No entanto, são acusadas de manter contato com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que se rebelou contra o governo e desejam a criação de um país independente. 

O líder da HTS disse também que a nova gestão não deve ser governada por apenas uma pessoa, para não manter o regime ditatorial, e que é preciso criar instituições e incluir a participação do povo nas decisões. 

Ahmed al-Sharaa informou que o poder iria ficar, até então, com o primeiro-ministro Mohammed Ghazi al-Jalali até a ‘transferência oficial de poder’, que ainda está indefinida.

Outro ponto discutido foi o da criação de um Conselho Nacional de Transição, com representantes de diferentes lados políticos, para a preservação de todos os habitantes do país. Os Estados Unidos recomendam que a Organização das Nações Unidas - ONU fique à frente disso.   

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