Economia & Mercado
Publicado em 23/04/2025, às 15h24 - Atualizado às 15h25 Divulgação / Pixabay Verônica Macedo
A ascensão das criptomoedas no mercado financeiro global tem desafiado bancos e instituições financeiras a se adaptarem a uma nova realidade. A regulamentação se torna um fator crítico para garantir a estabilidade. Neste cenário, as organizações que investem em inovação estão mais preparadas para competir neste novo mercado com segurança e eficiência.
De acordo com Vitor Stelari, head de Unidade de Negócios da SIS Innov & Tech, empresa de inteligência tecnológica em inovação e transformação digital, este investimento não é apenas uma opção, “mas uma necessidade para que as instituições financeiras saiam um passo à frente na construção de um ecossistema mais seguro e regulamentado”.
Ele explica que a digitalização também abre portas para novos serviços financeiros. Bancos e seguradoras podem implementar pagamentos em criptomoedas, criar moedas digitais do banco central (CBDCs) e desenvolver soluções de custódia seguras para ativos digitais.
Uma das principais preocupações é a segurança. Para isso, é recomendada a criação de aplicações descentralizadas (dApps) que otimizem processos internos, como verificações de conformidade e gestão de dados de clientes. Esse artifício garante mais segurança, transparência e resistência à censura, diz o especialista. “Ao serem executados em uma rede descentralizada, como o blockchain, não há uma autoridade central que possa controlar, bloquear ou alterar o seu funcionamento, o que fortalece a proteção e a integridade das transações contra ataques cibernéticos e fraudes”, explica Stelari.
Junto com o blockchain, as companhias também podem adotar soluções sustentáveis baseadas em Proof of Stake (PoS), método para validar entradas em um banco de dados distribuído e manter seguro, para menor consumo de energia e blockchain para reduzir o impacto ambiental, alinhando-se a metas de ESG (Ambiental, Social e Governança).
Para a privacidade, ainda pode ser válido o uso de ZK-Proofs, uma tecnologia criptográfica que permite validar transações sem expor dados sensíveis. “Essas soluções são essenciais para garantir transações seguras e eficientes, minimizando riscos e promovendo uma experiência mais confiável para os usuários”, esclarece Stelari.
A Inteligência Artificial (IA) é mais uma aliada nesse processo pela capacidade de monitorar transações em tempo real e garantindo que os bancos estejam sempre alinhados às exigências legais.
Outra frente de inovação são as ferramentas para automatizar processos financeiros, como seguros e empréstimos. As automatizações podem reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência ao garantir mais agilidade e segurança nas transações, eliminando intermediários e diminuindo riscos.
Estes processos nas empresas podem ser apoiados por uma consultoria estratégica que desenvolva planos personalizados para a adoção de cada tecnologia com infraestrutura e segurança, fornecendo soluções robustas para proteção contra ataques cibernéticos e fraudes. Com esse apoio, ainda é possível implementar plataformas que suportem o crescimento das operações financeiras com eficiência e baixo custo.
Stelari orienta ainda que “participar ativamente das discussões regulatórias e estabelecer parcerias com órgãos reguladores também é fundamental para manter a conformidade e evitar riscos legais ao operar com moedas descentralizadas”.
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