Economia & Mercado
Publicado em 11/06/2026, às 11h20 - Atualizado às 14h00 Reprodução/Rede Social Redação Bnews
Durante o amistoso entre Brasil e Panamá no Maracanã, no último domingo (31), a atenção do público dividiu-se entre o campo e as arquibancadas. O motivo estava no desfile de bolsas super luxuosas, especialmente os modelos Birkin e Kelly, da grife francesa Hermès, ostentadas pelas companheiras dos jogadores da Seleção Brasileira, conhecidas pela sigla WAGs.
Com acessórios que podem alcançar milhões, as inúmeras postagens de pessoas diferentes gerou um debate imediato entre internautas. O modelo, que historicamente representou o auge da sofisticação e da exclusividade, restrito a herdeiras e estrelas internacionais, agora enfrenta críticas e o risco de ser rotulado como previsível, ou até mesmo "brega”.
Especialistas apontam que a onipresença dessas peças em estádios, camarotes e aeroportos está transformando a percepção cultural do item. Essa superexposição vai na contramão do atual movimento de mercado conhecido como quiet luxury (luxo silencioso), que prioriza a discrição e rejeita a exibição óbvia de riqueza.
A ironia do cenário é clara: a Birkin foi originalmente desenhada para ser discreta, sem logotipos aparentes. Contudo, seu design tornou-se tão conhecido que sua própria silhueta agora comunica status financeiro de forma instantânea. Apesar das críticas sobre a saturação estética, especialistas do setor defendem que a peça está longe de perder seu valor, considerando a rigorosa produção artesanal e a alta demanda no mercado de revenda que garantem que a bolsa continue no legado do luxo.
Para o grupo que as ostenta, a bolsa funciona como uma poderosa ferramenta de comunicação visual. Ela confirma a ascensão social e o pertencimento a um grupo financeiro global. E o impasse no mundo da moda surge exatamente aí: quando um símbolo criado para ser raro vira uma espécie de "uniforme" obrigatório dentro de uma mesma bolha social, a sua exclusividade é colocada em xeque.
Mas, adquirir um exemplar original na loja exige um longo histórico de relacionamento com a marca e muita paciência, por isso, a resposta para a presença excessiva desses itens nos braços das influenciadoras está no mercado dos brechós de luxo de revenda, que permite o acesso imediato e atravessa as famosas filas de espera da grife.
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