Cultura

Morre Orlando Senna, cineasta baiano e um dos maiores nomes do cinema brasileiro

Leo Lara/Universo Produção
Senna, que enfrentava problemas de saúde, foi internado em Copacabana, mas não resistiu  |   Bnews - Divulgação Leo Lara/Universo Produção
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 11/06/2026, às 07h32 - Atualizado às 08h28




O cinema nacional perdeu um de seus maiores expoentes nesta terça-feira (9): o cineasta, jornalista, escritor, roteirista, gestor cultural e intelectual baiano Orlando Senna, que morreu aos 86 anos. A notícia foi divulgada por sua sobrinha, Indra Rocha, em comunicado nas redes sociais.

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Nos últimos anos, o cineasta enfrentava problemas de saúde que se agravaram recentemente. E na manhã de sua morte, ele foi encaminhado a uma unidade de pronto atendimento (UPA) em Copacabana, onde chegou a ser entubado, mas não resistiu.

Natural de Lençóis, na Bahia, Senna teve uma carreira brilhante voltada à valorização das identidades brasileiras e à criação de políticas públicas para o setor de audiovisual. Membro do Cinema Novo, colaborou com ícones como Glauber Rocha, Jorge Amado e Gabriel García Márquez. Ao longo de sua trajetória, participou de mais de 30 produções audiovisuais. Entre seus trabalhos mais emblemáticos está o clássico "Iracema, Uma Transa Amazônica", codirigido por Jorge Bodanzky, obra que ganhou projeção internacional por denunciar os impactos sociais da ocupação da Amazônia na ditadura militar. 

Além de sua obra artística, Orlando Senna foi um educador e gestor de destaque. Foi secretário do Audiovisual entre 2003 e 2007 e um dos fundadores da Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, em Cuba, ao lado de Fernando Birri e García Márquez. Sua dedicação à formação de novas gerações consolidou seu papel como uma das maiores referências do audiovisual na América Latina.

Em nota, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) lamentou a morte do cineasta:

"Hoje nos despedimos de Orlando Senna, cineasta, escritor, gestor cultural baiano e um dos mais importantes pensadores do audiovisual no país. Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a democratização da cultura, pela defesa do cinema nacional e pela valorização das identidades e narrativas brasileiras, sendo um dos nomes fundamentais do Cinema Novo. Ao longo de décadas, Orlando Senna participou de mais de 30 produções e contribuiu de forma decisiva para o fortalecimento das políticas públicas do setor e para a formação de novas gerações de cineastas. Seu legado permanece vivo em suas obras, em seu pensamento e na inspiração que deixa para a cultura do Brasil. Por meio da Diretoria do Audiovisual, a Fundação Cultural do Estado da Bahia manifesta profundo pesar por sua partida e solidariza-se com familiares, amigos, colegas e admiradores neste momento de despedida." 

Nas redes, amigos e fãs também se solidarizaram

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“Orlando Senna foi um mestre de muitos ofícios: jornalista, diretor de teatro, escritor, roteirista, cineasta, educador e gestor público. Foi pai de muitos ‘filhos cinematográficos’, agregador de amigos e intelectuais, incentivador de novas lideranças, sempre exercendo com excelência cada um dos seus talentos”, afirmou a curadora Diana Iliescu, em entrevista para a Agência Brasil.

Com o seu falecimento, a Bahia e o Brasil se despedem de um dos pilares mais importantes de sua cultura e cinematografia. 

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