Economia & Mercado

Bolsa de Valores: Especialista destaca desempenho do mercado de ações no mês de agosto

Especialista também pontua expectativas para setembro de 2024  |  Divulgação / Pixabay

Publicado em 31/08/2024, às 11h51 - Atualizado às 11h54   Divulgação / Pixabay   Verônica Macedo

Em entrevista para o BNews, o especialista em investimentos na WIT Invest, Gustavo Ferraz (GF) abordou os principais aspectos da Bolsa de Valores de agosto de 2024 e também salientou as expectativas para setembro deste ano. Confira a seguir.

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- Como foi o desempenho geral do mercado de ações durante o mês de agosto?

Gustavo Ferraz (GF): O Índice Ibovespa subindo em torno de 6% no mês de agosto, trazendo um resultado positivo anual consolidado em 1,38%, levando o índice a máxima de 137.343,96 pontos em real.

Um ponto interessante é analisarmos a pontuação em dólar, que hoje está em 24.676 pontos, ainda distante da máxima em 2018 de 44.638 pontos em dólar.

- Quais setores apresentaram o melhor desempenho na bolsa de valores neste mês?

(GF): Setores financeiros e empresas domésticas foram destaque, enquanto commodities tiveram desempenho inferior.

- Quais ações se destacaram positivamente no Ibovespa durante o mês de agosto? E qual foi a pior? Por quê?

(GF): BBDC4 foi o principal dentro do setor financeiro e AZUL4 foi a pior, apresentando uma queda de 29%.

Bradesco: tivemos um resultado positivo vinculado principalmente a recomendação do Goldman Sachs devido à melhora nos resultados, já na Azul tivemos essa queda devido a informações sobre um pedido de proteção judicial.

- Quais foram os principais fatores político-econômicos que influenciaram o comportamento do mercado em agosto?

(GF): Os principais fatores que influenciaram o mercado em agosto foram as expectativas em torno dos cortes de juros nos EUA pelo Federal Reserve, que deram suporte à alta do Ibovespa. Além disso, a política fiscal brasileira e a nomeação de novos dirigentes no Banco Central tiveram impactos significativos, com o mercado reagindo positivamente à indicação de novos nomes para a liderança do BC.

- Houve algum acontecimento específico que afetou o comportamento dos investidores durante o mês?

(GF): Principalmente o corte de juros americano, que trouxe capital estrangeiro para os mercados emergentes.

- Como estão as perspectivas para o próximo mês com base nas tendências observadas em agosto?

(GF): Concretizando a queda de juros nos EUA, provavelmente teremos a manutenção do fluxo estrangeiro na bolsa, elevando ainda mais o Ibovespa.

- Quais foram as estratégias de investimento mais bem-sucedidas durante este período e por quê?

(GF): Nos últimos meses, devido a tamanha instabilidade fiscal, direção de taxa de juros, optamos em focar em empresas menos alavancadas, consolidadas e com bons dividendos, exemplos de ITUB4, VALE4, ALUP11, BBAS3, empresas que ficaríamos mais tranquilos, caso o mercado não performance como o esperado e que também teriam um bom upside, juntamente com uma entrada de fluxo estrangeiro e alta de juros.

- Quais as expectativas da bolsa de valores para o mês de setembro de 2024. Quais os setores promissores?

(GF): Com o início do corte de juros nos EUA, os países emergentes voltam ao foco do investidor estrangeiro. Com uma manutenção ou uma possível alta de juros brasileiros atrelada à indicação de que Gabriel Galípolo siga os passos de Roberto Campos, a entrada de fluxo estrangeiro deve continuar movimento a nossa bolsa.

Acredito que os setores mais promissores são os setores atrelados a taxas de juros e empresas com credibilidade com o investidor estrangeiro. Setores como Bancários, Água & Saneamento e elétricos.

- Quais são as principais oportunidades e desafios previstos?

(GF): Acreditamos que a bolsa continua barata, e com muitos ativos descontados e abaixo da média histórica, mas devemos tomar cuidado com empresas mais alavancadas já que não teremos redução de juros tão rápido como o esperado. Temos que ficar de olho no risco fiscal e principalmente nos indicadores americanos onde uma possível recessão seria prejudicial para ativos de risco.

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