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Brasileiros relatam jornada de trabalho reduzida na Islândia; saiba mais

País adotou jornada de trabalho reduzida em 2015 não diminuiu salários  |  Divulgação / Freepik

Publicado em 25/11/2024, às 10h08 - Atualizado às 12h03   Divulgação / Freepik   Publicado por Vagner Ferreira

Na Islândia, grande parte da população trabalha em um regime de 36 horas semanais. A carga horária geralmente é dividida em oito horas diárias, com as sextas-feiras mais curtas, trabalhadas apenas um turno ou dividida igualmente entre os cinco dias, com 7h12 cada, conforme informações do G1. 

O brasileiro Pietro Pirani trabalha em uma agência de publicidade do país, das 9h30 às 16h30, e celebra o novo método de trabalho. “No Brasil, eu via a vida passando durante a semana e, no fim de semana, tinha que escolher entre descansar ou fazer alguma coisa. Aqui, a gente consegue fazer coisas mesmo durante a semana, depois do trabalho. Eu parei de só ver a vida passar”, disse o brasileiro, em reportagem.

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Pietro ressaltou também que a redução da jornada de trabalho lhe proporciona mais tempo com o filho e com a esposa, além de possibilitar uma renda extra como fotógrafo. Segundo o brasileiro, até as prioridades de trabalho da Islândia são diferentes as do Brasil, e as questões familiares são compreendidas pelo empregador, sem necessidade de redução ou descontos no salário. 

O país adotou essa modalidade empregatícia em 2015 após um teste sobre a produtividade de funcionários públicos, sem redução salarial. Conforme estudo do The Autonomy, do Reino Unido, de 2021, o exame teve ‘sucesso esmagador’.

O relatório apontou que, com a redução, a reação econômica do país melhorou ou permaneceu igual. No entanto, o bem-estar dos funcionários elevou significativamente.

A brasileira Miriam Guerra Massom, foi uma das funcionárias a passar por essa avaliação enquanto trabalhava no Departamento de Imigração do país. “O serviço diminuiu de 40 para 36 horas por semana. Na sexta-feira, o atendimento ao público passou a fechar mais cedo. Mas, em outros setores, não era uma coisa marcada, a gente que decidia quando ia sair antes, só tinha que avisar com antecedência”, contou ao G1.

Miriam destacou também que a valorização de profissionais mais velhos e de mulheres no mercado de trabalho é muito comum no país. “Já vi muitas amigas brasileiras comentando que, em entrevistas de emprego, perguntavam se elas pretendiam ter filhos. Muitos não queriam contratar, por causa da licença-maternidade. Aqui não tem esse problema porque a licença-paternidade é igual”, continuou.

O relatório ressaltou que, nos últimos cinco anos, a produtividade cresceu em 1,5% na média anual, representando a economia consideravelmente forte e a taxa de desemprego baixa, conforme a Comissão de Estatísticas do Mercado de Trabalho.

Contudo, foi visto que o método tranalhista ainda não inclui a todos. Segundo dados, 36% trabalhavam mais de 41 horas semanais, com cerca de 9% atuando em mais de 51 horas. O setor com maiores cargas horárias foram: hotelaria, indústria alimentícia, transporte, pesca e agricultura.

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