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BTG pediu ‘carta de conforto’ ao BC antes da liquidação do Banco Master

Diretor de Fiscalização afirmou à PF que banco buscava segurança jurídica para comprar ativos do Master em meio à deterioração financeira da instituição  |  BTG Pactual e Banco Master - Divulgação

Publicado em 18/08/2026, às 07h58   BTG Pactual e Banco Master - Divulgação   Eduardo Costa

Em depoimento à Polícia Federal, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou que o BTG Pactual pediu ao BC, em outubro de 2025, uma carta de conforto para a compra de novos ativos do Banco Master. A aquisição seguiria os mesmo moldes solicitados pela J&F na aquisição da Korv Seguradora.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, Aquino disse que o BTG buscava evitar que a operação fosse questionada como fraude à liquidação,  caso o banco de Daniel Vorcaro fosse liquidado. O Master acabou sendo liquidado no mês seguinte, no mesmo dia em que o ex-dono da instituição foi preso pela primeira vez pela PF.

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Aquino explicou que o então diretor de Fiscalização, Paulo Sérgio Souza, consultou a área técnica do BC sobre a possibilidade de emitir ao BTG o documento, nos mesmos moldes de uma carta encaminhada ao grupo J&F. 

Paulo Sérgio é investigado por supostamente auxiliar o Master.

Ainda no depoimento, a consulta aconteceu durante a deterioração da situação financeira do Master e às tentativas de Vorcaro de se desfazer de ativos do banco. 

Aquino afirmou que a J&F e BTG demonstraram interesse em adquirir ativos do grupo.

A J&F adquiriu a compra da seguradora do conglomerado por meio da PicPay. Já o BTG, comprou ativos em operações que, segundo o depoimento, somavam cerca de R$ 1 bilhão àquela altura.

Essa operação da BTG de outubro de 2025, mencionada por Aquino, seria a segunda operação da instituição envolvendo ativos do Master.

O BTG teria procurado o BC para obter segurança jurídica sobre a operação.

O Master foi liquidado pelo Banco Central no dia 18 de novembro de 2025, paralisando  as atividades da instituição e colocando sob o regime de liquidação os negócios que ainda permaneciam sob seu controle.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, também passou a ser alvo central das investigações da Polícia Federal. O ex-banqueiro foi preso e é investigado por supostamente ter comandado a venda de carteiras de crédito falsas ao BRB, banco estatal de Brasília.

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Tagsbanco centraleconomiaBTG PactualBanco Masterpolítica federal

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