Economia & Mercado
Publicado em 23/10/2026, às 14h41 Divulgação / BYD Cauan Borges
A fábrica da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, avança para uma nova etapa de operação com a conclusão das obras civis e a realização dos testes finais nos galpões de soldagem e pintura.
A movimentação marca um passo importante no plano da montadora chinesa de ampliar a produção nacional de veículos e reduzir gradualmente a dependência de componentes importados.
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Para viabilizar o funcionamento das novas estruturas, a empresa já contratou mais de 1.100 profissionais, que passam por treinamento para integrar as equipes responsáveis pelas operações das unidades.
Paralelamente, a construção do galpão de estamparia também está em estágio avançado, completando a estrutura industrial planejada para a fabricação nacionalizada. A meta da companhia é avançar na nacionalização da produção no Brasil até o início de 2027.
O cronograma prevê que as novas instalações sejam incorporadas gradualmente ao processo industrial, conforme a conclusão dos testes e a preparação das equipes. Em declaração sobre o avanço das operações, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD do Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto do Brasil, destacou a velocidade da implantação do projeto.
O mercado tradicional dizia que a BYD no Brasil seria apenas uma montadora de peças importadas e que a eletrificação demoraria décadas para virar realidade em escala nacional. Estavam completamente enganados. Em apenas um ano de Camaçari, não só colocamos mais de 130 mil carros nas ruas e geramos mais de 9 mil empregos diretos, como já estamos em ritmo avançado de testes nos galpões de soldagem e pintura, com equipes 100% dedicadas já sendo treinadas para garantir a plena operação dessas estruturas”, afirmou.
A empresa também anunciou a previsão de contratar mais 500 trabalhadores diretos até o fim de 2026. Os novos funcionários deverão reforçar as equipes das unidades de soldagem, estamparia e pintura. Segundo Baldy, a ampliação do quadro de pessoal faz parte da preparação para a transição à produção nacional no ano seguinte.
Até o final de 2026, vamos realizar a contratação adicional de mais 500 colaboradores diretos que serão incorporados aos times de produção das fábricas de soldagem, estamparia e pintura. Esse contingente se juntará aos profissionais já contratados e nos possibilitará iniciar o ano de 2027 em transição acelerada para a etapa de produção nacional. Nossa meta, que antes parecia muito ousada, está muito próxima de ser entregue”, completou.
De acordo com a empresa, a unidade já reúne 9 mil funcionários diretos e se tornou o segundo maior empregador do setor industrial no estado. Desse total, 90% são baianos, com predominância de trabalhadores de Camaçari.
A concentração de profissionais da própria região reforça a participação da mão de obra local no desenvolvimento das operações e amplia a influência da fábrica sobre a economia do município.
A BYD pretende encerrar 2026 com pelo menos 10 mil empregados diretos e, quando o projeto estiver em plena operação, a estimativa da companhia é alcançar até 20 mil empregos diretos e indiretos, considerando também os postos vinculados à cadeia de fornecedores e aos serviços relacionados à atividade industrial.
Segundo os dados divulgados pela empresa, a fábrica chegou aos primeiros mil empregados diretos em 60 dias. Seis meses depois, o contingente havia alcançado 3 mil trabalhadores. Após 250 dias de operação, eram 5,5 mil profissionais, até atingir a marca de 9 mil no aniversário de um ano do complexo.
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