Economia & Mercado
Publicado em 16/07/2026, às 14h24 - Atualizado às 15h44 BNews Antonio Dilson Neto e Bernardo Rego
A BYDcelebrou, nesta quinta-feira (16), no complexo industrial de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, a marca de 100 mil veículos eletrificados produzidos no país e a geração de 5,5 mil empregos diretos.
Durante o evento, o vice-presidente sênior da BYD do Brasil e head de marketing e comercial da BYD Auto, Alexandre Baldy, analisou a situação do mercado nacional de automóveis e mencionou o compromisso da marca chinesa em baratear o acesso à nova tecnologia.
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Sabemos que R$ 100 mil é um carro caro para o consumidor brasileiro. A gente fala que é um carro de acesso, mas é caro. A grande realidade é essa", admitiu Baldy ao avaliar os valores atuais praticados no setor.
Baldy relembrou o impacto imediato que a entrada da BYD causou na concorrência nacional há pouco tempo e falou que, embora o Mini Dolphin, considerado o carro de entrada da marca, não seja exatamente barato, já representa um avanço em relação a outros veículos eletrificados que já estavam no mercado antes.
"Lembrando que um carro elétrico, antes da BYD no Brasil, custava de entrada R$ 250 mil. Com a nossa chegada, nós vimos os concorrentes reduzirem até R$ 100 mil no mesmo produto. A nossa dedicação para tornar essa tecnologia mais acessível é contínua", apontou o dirigente.
Baldy também comentou as dúvidas frequentes e as inseguranças dos novos compradores sobre desvalorização e aceitação dos eletrificados usados na hora da troca.
Muitos ainda têm aquela expectativa: o carro será fabricado no Brasil? Como é que será o pós-venda? Como é que será o valor de revenda? Nós falamos de uma nova tecnologia ou duas novas tecnologias. O carro híbrido e o carro elétrico, de nova marca e uma nova indústria são grandes desafios para que a gente possa conquistar a confiança do consumidor".
Baldy também aproveitou a cerimônia para agradecer aos trabalhadores que integram a fábrica de Camaçari pela confiança de apostarem na BYD. "Gostaríamos de fazer um agradecimento às famílias de cada um dos brasileiros que acreditaram que a BYD seria do Brasil, que nós fabricaríamos os nossos carros aqui no Brasil e além disso, celebramos também os 5.500 trabalhadores brasileiros, 93% de baianos e quase 55% de camaçarienses, para que a gente possa celebrar este investimento e essa expansão".
Temos que celebrar uma indústria que veio para o nordeste do Brasil, para uma área que estava abandonada, que estava completamente em ruínas e que nós acreditamos e investimos e hoje demonstramos que de fato o nordeste brasileiro, a Bahia tem condições de receber o investimento que é o mais moderno, mais tecnológico, mais avançado do planeta em termos de se tratar do setor automobilístico", finalizou.
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