Economia & Mercado

Café, laranja e Ibovespa estão no fogo cruzado com o tarifaço de Trump; entenda

Tarifaço está previsto para entrar em vigor a partir da próxima sexta-feira  |  Divulgação / Freepik

Publicado em 30/07/2025, às 08h46 - Atualizado às 12h33   Divulgação / Freepik   Vagner Ferreira

O tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros está previsto para entrar em vigor na próxima sexta-feira (1º de agosto). A medida, no entanto, vem gerando incerteza no mercado financeiro e deixando economistas e gestores apreensivos.

Segundo o portal CNN Brasil, especialistas acreditam que ainda pode haver uma negociação bilateral.

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“Se isso impactar a economia real americana, os assessores de Trump vão pedir para recuar, porque o americano é racional. Esperamos que surjam acordos setoriais, como com o setor do café e o da laranja, por exemplo”, afirmou Stephan de Sabrit, managing partner do Grupo Leste, que atende diversos investidores brasileiros.
Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, há uma evidente falha de comunicação entre Brasília e Washington:

“Esperamos que o Brasil negocie a questão dos minerais críticos e anuncie investimentos, adotando uma postura diplomática para postergar as tarifas. Acontece que os EUA não estão ouvindo”, destacou.
A incerteza já afeta o desempenho da bolsa de valores brasileira. O Ibovespa, por exemplo, deve encerrar julho com queda de 4%, após uma sequência de quatro meses em alta. Mesmo assim, Sung afirma que o mercado já está relativamente preparado:

“Não se espera grande volatilidade no Ibovespa, porque o mercado já precificou as tarifas e confia nas vias diplomáticas brasileiras”, explicou à CNN.
O impasse político pode estar influenciando diretamente as negociações. Trump tem criticado publicamente o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que pode estar dificultando o diálogo entre os países.

Diante do cenário, Sung recomenda que empresas brasileiras afetadas diretamente busquem alternativas legais:

“A tendência é que mais empresas recorram à Justiça americana para tentar barrar a taxação. Isso vai crescer nos próximos meses, e será uma via cada vez mais adotada por diferentes setores”, concluiu.

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