Economia & Mercado
Publicado em 11/07/2025, às 11h52 - Atualizado às 13h10 Reprodução X Vagner Ferreira
A China, por meio do Ministério das Relações Exteriores, criticou duramente o tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A medida, que deve entrar em vigor no dia 1º de agosto, foi anunciada após a cúpula dos países do BRICS, evento que contou com a participação da China, e que já havia sido ameaçada por Trump com uma tarifa inicial de 10%.
"A igualdade de soberania e a não intervenção em assuntos domésticos são princípios fundamentais da Carta da ONU e normas básicas nas relações internacionais", afirmou Mao Ning, porta-voz do ministério chinês. “Tarifas não deveriam ser usadas como ferramenta de coerção, intimidação ou interferência”, acrescentou.
Vale lembrar que, no início do ano, China e Estados Unidos protagonizaram uma intensa guerra comercial, com tarifas chegando a 145% sobre produtos chineses e 125% sobre bens norte-americanos. Após um acordo em maio, os percentuais foram reduzidos para 30% e 10%, respectivamente. Agora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que "não aceitará ser tutelado por ninguém" e que o aumento tarifário será aplicado unilateralmente, com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
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