Economia & Mercado
Publicado em 17/07/2026, às 16h28 Divulgação | Maiara Lopes
Uma das maiores redes de supermercados do Brasil promoveu uma ampla reestruturação e chamou a atenção do mercado ao fechar 28 lojas e cortar 6.673 postos de trabalho em apenas três meses. As medidas foram adotadas pelo Grupo Mateus, dono das bandeiras Mix Mateus, Mateus Supermercados e Eletro Mateus, como parte de um plano para enxugar custos e aumentar a eficiência operacional.
Apesar dos cortes, a companhia segue entre as gigantes do varejo nacional. Em 2025, o grupo registrou faturamento bruto de R$ 43,5 bilhões e ocupa a terceira posição no Ranking ABRAS 2026, atrás apenas do Carrefour Brasil e do Assaí Atacadista.
Ao fim de 2025, o Grupo Mateus empregava cerca de 47,9 mil trabalhadores. No primeiro trimestre de 2026, esse número caiu para aproximadamente 41,2 mil, representando uma redução superior a 13% do quadro de funcionários.
As demissões ocorreram em operações distribuídas por seis estados das regiões Norte e Nordeste, onde a empresa concentra a maior parte de suas atividades. Durante a divulgação dos resultados financeiros, o presidente do Conselho de Administração, Ilson Mateus Rodrigues, afirmou que a companhia continuará revisando despesas, mas indicou que novas reduções de pessoal não devem ocorrer na mesma proporção.
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Além das demissões, o grupo encerrou as atividades de 28 unidades, mas manteve os planos de expansão ao inaugurar quatro novas lojas no mesmo período. Segundo a empresa, a estratégia consiste em direcionar investimentos apenas para unidades mais rentáveis. A partir de agora, cada loja passa por uma análise rigorosa de indicadores como faturamento, custos operacionais, fluxo de clientes e potencial de crescimento.
Mesmo diante da reestruturação, o Grupo Mateus encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 213 milhões, embora o resultado represente uma queda de 22% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo a empresa, as mudanças têm como objetivo preservar a rentabilidade, fortalecer a geração de caixa e tornar a operação mais eficiente diante de um ambiente econômico mais competitivo.