Economia & Mercado
Publicado em 16/01/2025, às 14h00 Reprodução/Câmara dos Deputados Redação Bnews
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comentou nesta quinta-feira (16) a respeito da fusão anunciada entre as companhias aéreas Azul e Abra (maior investidora da Gol e da Avianca). Para o ministro, a junção das duas empresas é positiva, já que o pior cenário seria se as duas empresas falissem.
Para Silvio, a operação não deve mudar as configurações de mercado, já que as duas companhias já controlam o setor de aviação.
Em um café da manhã com jornalistas na manhã desta quinta, o ministro afirmou que "o pior cenário seria que essas empresas quebrassem".
"Estamos tendo um crescimento e agora temos que oferecer uma mão amiga para que esse setor continue a performar bem. O olhar do governo do presidente Lula será um olhar prioritário na preservação dos empregos do setor e o fortalecimento da malha aérea no país", afirma.
A decisão das empresas pela fusão foi informada ao governo Lula e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a medida foi anunciada ao mercado nesta quarta-feira (15).
Em 2024, as duas companhias transportaram 57,4 milhões de passageiros em destinos dentro do Brasil, representando 61,4% do total.
"Hoje elas já controlam [o mercado]. O Brasil tem uma dificuldade que também acontece por exemplo em Portugal. No mundo inteiro estamos tendo uma fusão de empresas aéreas", disse.
O ministro também frisou que não será permitido pelo governo que a fusão resulte em aumentos tarifários para os consumidores.
"O que nós não vamos permitir é aumento tarifário e aumento de passagens. Estamos trabalhando para que essas companhias se fortaleçam, o Cade não vai permitir qualquer movimento errado, mas precisamos ainda entender essa função tecnicamente", completa.
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