Economia & Mercado
Uma campanha de repúdio vem sendo realizada por organizações religiosas e sociais de El Salvador após a Assembleia Legislativa aprovar a Lei Geral de Mineração de Metais, promovida em grande parte pelo presidente Nayib Bukele. A medida chama a atenção porque a mineração é proibida no país desde 2017.
A lei pretende permitir que o estado salvadorenho possa se associar à empresas transnacionais, ou seja, abrir o mercado para que companhias estrangeiras possam atuar no país. As mobilizações feitas pelas organizações buscam movimentar a população contra as atividades de mineração que eles acreditam ser "uma ameaça à vida, à saúde e ao meio ambiente no país".
As organizações expressaram sua profunda rejeição à lei ao apontar que a aprovação ocorreu sem ouvir às demandas da comunidade, além de não considerar graves os impactos ambientais que estão sendo vistos na nação centro-americana.
A campanha, que é organizada pela Rede Eclesial Ecológica Mesoamericana (Remam), busca mostrar os efeitos negativos que a mineração tem sobre os recursos naturais que são essenciais à vida, como a água, os rios, as florestas e a terra.
“Estamos preocupados com a saúde das pessoas, o bem-estar das comunidades e a proteção do meio ambiente”, diz a Remam.
As organizações pedem que o presidente reconsidere seu apoio à lei, como também que a Assembleia Legislativa a revogue e recuem em relação a uma lei que é considerada por eles como "impopular e prejudicial" ao país, principalmente às comunidades mais pobres.
“É hora de nos unirmos e levantarmos nossas vozes em favor de um El Salvador livre de minas”, afirmam.
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