Economia & Mercado

Carne deve ficar mais cara em 2025; saiba motivos

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Valor médio negociado na carne encerrou ano de 2024 em alta  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 16/01/2025, às 10h37 - Atualizado às 10h53   Publicado por Vagner Ferreira



O preço da carne bovina no Brasil deve sofrer aumento em 2025, devido à reposição do produto e à alta do dólar frente ao real, conforme informações de o portal Globo Rural. 

O valor médio negociado no Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2024 em alta de 27,45%, ou seja, de R$ 2.643,23, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa. Para o diretor da Ponta Agro, empresa de gestão da informação, o alto custo é resultado da diminuição da disponibilidade de animais jovens voltados à reposição do rebanho. “Essa restrição de animais para a reposição, desde a recria até a engorda, impacta fortemente os custos de produção como um todo”, afirmou.

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O diretor ressaltou também o impacto do aumento do dólar. “A subida do dólar estimula as exportações brasileiras de grãos e, consequentemente, reduz a disponibilidade no mercado interno”, disse.

O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), informado em dezembro pela Ponta Agro, teve aumento de 1,46% referente ao mês anterior, com análise na região Centro-Oeste e de 7,08% para o Sudeste. No comparativo anual, o indicador registrou queda de 14,41% no Sudeste e 8,34% no Centro-Oeste, como consequência de uma safra recorde que tornou a matéria-prima dos alimentos mais barata. 

“Essa oferta maior puxou os preços no mercado interno para baixo, beneficiando a cadeia de alimentação animal ao longo do ano de 2024”, apontou em nota a Ponta Agro. A empresa prevê um custo total de R$ 224,09 por arroba bovina produzida no Centro-Oeste e de R$ 211,28 por arroba na região Sudeste. 

O analista de proteína animal da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, acredita que o preço da carne deve ter elevação em 2025. “Os últimos dois anos foram marcados por um descarte muito intenso de fêmeas, e isso trará consequências para o mercado agora. Teremos uma oferta menor de animais de reposição, e isso vai produzir um aumento no custo de produção”, indicou.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a participação de fêmeas, referente aos bovinos abatidos no Brasil, foi de 32,1% no primeiro trimestre e 30,79% no segundo trimestre. “Foi o que aconteceu em 2023 e 2024. A oferta dessas fêmeas pressionou a arroba do boi gordo e barateou a carne. Por isso tivemos um consumo melhor. Mas neste ano a lógica muda. O preço do bezerro está em alta e a oferta de fêmeas será menor”, avaliou o analista.

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