Economia & Mercado
Publicado em 21/04/2026, às 17h28 Anderson Ferreira/Divulgação Cibele Gentil
A Caixa Econômica Federal informou que começa a operar o financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) com novas regras a partir desta quarta-feira (22). As mudanças ampliam o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.
Na prática, as novas regras elevam os limites de renda e de valor dos imóveis em todas as faixas do programa. As alterações favorecem principalmente a classe média, facilitando o acesso à casa própria com a compra de unidades maiores ou melhor localizadas, com juros abaixo dos praticados no mercado.
Os juros cobrados nos financiamentos dentro do programa aumentam gradualmente conforme a faixa de renda. Dessa forma, a ampliação dos limites beneficiou diretamente famílias que estavam próximas das faixas de corte e que passam a ter acesso a juros menores.
O valor máximo dos imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também aumentou. Por isso, as famílias poderão ter acesso a unidades maiores ou melhor localizadas, comprometendo um valor menor da renda familiar. Antes da atualização, os limites não acompanhavam a alta dos preços dos imóveis.
Sem acesso ao MCMV, as famílias enfrentam juros mais elevados para financiamento imobiliário. A taxa básica (Selic) permaneceu na casa dos 15% durante boa parte do ano passado. No momento, esse percentual está em 14,75%. Dentro do programa, as taxas na faixa mais elevada gira em 10% ao ano.
Confira as principais mudanças:
- Novos limites de renda por faixa -
Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200;
Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000;
Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600;
Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000.
- Novos valores máximos dos imóveis -
Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade;
Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil;
Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil.
INSS começa a pagar 13° salário de beneficiários na sexta; veja quem tem direito
Venda da Braskem: Saiba quem vai comandar a petroquímica após ex-Odebrecht vender suas ações