Política

“Bandido bom é bandido preso”, afirma Jerônimo ao defender rigor contra o crime

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Jerônimo Rodrigues enfatizou a importância de uma polícia forte, mas que não cometa exageros  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 28/07/2026, às 18h59 - Atualizado às 19h06



O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta terça-feira (28) que “bandido bom é bandido preso” ao comentar as estratégias de enfrentamento à violência e ao crime organizado no estado. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Se Liga Bocão, da Rádio Baiana FM.

“A gente não passa a mão na cabeça do crime. E, para mim, a máxima é aquela de que bandido bom é bandido preso, entregue à Justiça para ser julgado, condenado com uma lei severa”, declarou. Jerônimo defendeu uma atuação firme das forças de segurança, mas ponderou que o combate à criminalidade não pode abrir espaço para abusos. “Não dá para a gente ver o crime organizado fazer chacota da polícia; é o Estado, é o braço forte do Estado. A polícia tem que ser forte, mas não dá também para ter exageros”, acrescentou.

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Durante a entrevista, o governador citou ações realizadas por sua gestão na área, como a incorporação, há cerca de um mês, de 1,5 mil novos policiais militares e o fortalecimento das polícias Civil e Técnica. Segundo Jerônimo, quase 11 mil profissionais foram destinados à Segurança Pública ao longo dos últimos três anos e meio, além da aquisição de armas e viaturas blindadas.

O petista também defendeu o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com uma definição mais clara sobre a responsabilidade da União no enfrentamento ao crime organizado. Para o governador, a dimensão nacional das organizações criminosas exige maior integração entre o governo federal, os estados e as diferentes forças policiais.

Ao abordar as mortes decorrentes da violência, Jerônimo manifestou solidariedade às famílias das vítimas e ressaltou suas convicções pessoais e religiosas. “Quando se trata de morte, eu tenho que colocar meus pesares, meus sentimentos. Eu sou um pai de família, sou um homem de religião, sou um homem de Deus e eu não gostaria de ver nenhuma vida ceifada de qualquer maneira”, afirmou.

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