Economia & Mercado

Número de imóveis alugados aumenta no país; confira índice e perfil de inquilinos

Índice de imóveis alugados cresceu significativamente entre 2000 e 2022 conforme Censo  |  Divulgação / Agência Brasil

Publicado em 13/12/2024, às 09h09   Divulgação / Agência Brasil   Publicado por Vagner Ferreira

Uma a cada cinco pessoas no Brasil vive em imóveis alugados, conforme dados do Censo Demográfico 2022, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O perfil desses inquilinos, na maioria das vezes, são de pessoas que moram sozinhas (27,8%) e de famílias monoparentais (35,8%). 

De acordo com informações do jornal A TARDE, o índice vem crescendo ao longo dos anos e chegou a 20,9% em 2022, ante 12,3%, que foi registrado em 2000. 

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A cidade de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, conta com mais da metade da poulação morando de aluguel, com 52%. Em relação aos municípios com mais de 100 mil habitantes, o município de Balneário Camburiú contém o maior índice de pessoas morando em domicílios alugados, com 45,2%, enquanto Cametá, no Pará, segue com o menor número, registrando 3,1%.

O analista da divulgação do Censo, Bruno Mandelli, destacou que o aumento aconteceu em todas as regiões do país, mas que os imóveis de áreas mais nobres tendem a atrair uma quantidade maior de pessoas. 

“Tradicionalmente, no Brasil, o aluguel é mais comum em áreas de alto rendimento. Então, Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina são regiões que tradicionalmente apresentam uma proporção maior da população residindo em domicílios alugados. Mas a gente aponta um aumento [dos aluguéis] em relação a 2010, em todas as regiões do país”, disse o analista da divulgação do Censo, Bruno Mandelli.

“É difícil apenas pelo Censo a gente ter uma interpretação da causalidade que motivou essa transformação, mas o que a gente pode dizer é que é um fenômeno nacional”, continuou.

O Censo ainda apontou crescimento expressivo de imóveis alugados para pessoas na faixa etária de 20 a 24 anos. No geral, a maior participação é para o público de 25 a 29 anos (30,3%).

"Essas faixas etárias coincidem com idades típicas de processos muitas vezes associados à saída do jovem da casa de seus pais, como ingresso no mercado de trabalho ou no ensino superior. Nas faixas etárias seguintes, a proporção decai gradualmente, até atingir o menor valor, 9,2%, no grupo de idade mais elevada (70 anos ou mais)", analisa a publicação.

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