Economia & Mercado
Publicado em 06/05/2026, às 13h30 Bnews Antonio Dilson Neto e Anderson Ramos
Na abertura do INDEX 2026, nesta terça-feira (6), o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, reforçou o papel do evento como o principal motor de conexões para o setor produtivo baiano.
Em entrevista ao BNewsno Centro de Convenções Salvador, o dirigente destacou que a feira vai além do chão de fábrica, integrando órgãos licenciadores, bancos de fomento e, principalmente, o consumidor final.
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Para Passos, o INDEX funciona como uma plataforma essencial para que o "mercado de pessoa física" conheça e passe a desejar as marcas produzidas no estado. Segundo o presidente, o fortalecimento da indústria local depende diretamente desse reconhecimento, que pressiona o comércio a exibir produtos baianos em suas vitrines e impulsiona as vendas diretas pela internet.
Só se compra aquilo que se conhece, afirmou o líder industrial.
Produtividade e Jornada de Trabalho
Um dos pontos centrais da fala de Carlos Passos foi a análise sobre a proposta de alteração da jornada de trabalho no Brasil. O presidente da FIEB ponderou que, para que qualquer mudança na escala seja positiva para a economia, é indispensável focar no aumento da produtividade.
Ele ressaltou que esse ganho não deve ser cobrado apenas do esforço individual do trabalhador, mas sim da eficiência dos agentes econômicos como um todo.
"Nós estamos falando muito, nesse momento, a questão da jornada de trabalho. E a jornada de trabalho para ser, de fato, positiva do ponto de vista do desenvolvimento econômico, é preciso melhorar a produtividade. Não necessariamente a produtividade da pessoa, mas a produtividade dos agentes econômicos. Isso só se dá com investimento, com ciência, com tecnologia, com inovação e com mais mercado".
Index
O INDEX 2026 segue até a próxima quinta-feira (8), reunindo 300 expositores de marcas baianas. O evento busca integrar setores que, embora não ligados diretamente à produção, são vitais para o desenvolvimento, como a agricultura, o comércio e as concessionárias de serviços públicos, consolidando-se como o maior encontro do gênero no Nordeste
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