Economia & Mercado

Projeção da inflação chega a 5%; saiba quando deve desacelerar

A Secretaria de Política Econômica revisou os balanços e apontou que a inflação chega a 5%, acima do teto da meta  |  Breno Esaki/Metrópoles

Publicado em 19/05/2025, às 18h52   Breno Esaki/Metrópoles   Redação Bnews

A inflação de 2025 foi projetada para cima pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda que apontou que a variação do indicador passou de 4,9% para 5%. O valor está acima do teto da meta, que é de 4,5%.

Com isso, o governo federal afirma que a meta da inflação será descumprida novamente neste ano. Os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fazem parte do Boletim Macrofiscal de maio, que foi divulgado pela SPE nesta segunda-feira (19).

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O boletim é um relatório bimestral que é responsável por divulgar projeções de curto e médio prazo entre os indicadores de atividade econômica e de inflação, que foram utilizados no processo orçamentário da União.

Para a SPE, a mudança “refletiu pequenas surpresas nas variações do índice em março, além de alterações marginais no cenário prospectivo”. Além disso, a pasta acredita que a redução da inflação deve ser melhor observada e “de maneira mais regular apenas a partir de setembro”.

O relatório também aponta que “apesar da contribuição do cenário externo para a inflação doméstica ser negativa no curto prazo, vetores como o aumento marginal no ritmo de crescimento observado no primeiro trimestre e maior defasagem do repasse da apreciação cambial aos preços em cenário de aumento da volatilidade levaram a pequeno avanço nas estimativas de inflação”.

No Brasil, os preços de bens e serviços subiram 0,43% em abril, maior taxa para o mês desde 2023. Este resultado foi puxado pelos grupos Alimentação e bebidas (0,82%), que teve maior peso no índice, e Saúde e cuidados pessoais (1,18%). Mesmo com o aumento, o IPCA desacelerou na passagem de março para abril.

Em abril, a inflação dos alimentos representou maior impacto no índice geral, com 0,18 ponto percentual. O único grupo que registrou deflação, foram os Transportes que tiveram o resultado influenciado principalmente pela queda do preço da passagem aérea (-14,15%) e dos combustíveis (-0,45%).

De acordo com o site Metrópoles, o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, afirmou que o “tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ser positivo para a redução da inflação nas nações da América Latina.

“Para os países da América Latina, incluindo o Brasil, entendemos que a imposição dessas tarifas [dos Estados Unidos e retalição da China] pode até ter algum efeito positivo, do ponto de vista da redução da inflação”, disse.

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