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BNews Mineração: Ilha perdida no Atlântico pode mudar economia do Brasil; entenda

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Pesquisadores da USP identificaram antiga ilha submersa no Atlântico Sul que pode impactar o Brasil; entenda  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Google/POA 24h
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 14/05/2025, às 10h54 - Atualizado às 11h23



Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram uma antiga ilha submersa no Atlântico Sul, a cerca de 1.100 km da costa do Rio Grande do Sul, que pode transformar o entendimento sobre a história e os limites do Brasil. A descoberta foi feita na Elevação do Rio Grande (ERG), uma cadeia montanhosa submarina com aproximadamente 500 mil km², área comparável à da Espanha e maior que o Uruguai.

Segundo o estudo, publicado na revista Nature, a ERG foi uma ilha tropical há cerca de 50 milhões de anos, durante o período Eoceno. Na época, a região era coberta por vegetação densa, recifes de coral e apresentava solo semelhante ao encontrado no interior paulista.

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Atualmente, a estrutura está submersa a até 5 mil metros de profundidade, com picos montanhosos que chegam a mais de 4 mil metros de altura e desfiladeiros como o Canal da Verna, uma fenda de até 50 km de largura que separa a elevação da plataforma continental brasileira.

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A confirmação de que a região já esteve emersa veio após expedições realizadas em 2018 e 2019, quando foram coletadas amostras de argila vermelha a 650 metros de profundidade. Essa argila, rica em minerais como caulinita, magnetita, hematita e goethita, só se forma em ambientes tropicais emersos, indicando que a ilha afundou devido à atividade vulcânica e à deposição de sedimentos ao longo de milhões de anos.

Além do valor histórico e científico, a descoberta pode ter impactos econômicos e geopolíticos significativos. Caso a Elevação do Rio Grande seja reconhecida como parte da plataforma continental estendida do Brasil, o país poderá ampliar sua Zona Econômica Exclusiva (ZEE) no Atlântico Sul. Isso abriria espaço para a exploração de recursos minerais estratégicos, como ferro e manganês, fortalecendo a presença brasileira em uma das regiões marítimas mais promissoras do planeta.

A pesquisa envolveu uma equipe multidisciplinar e contou com o apoio de instituições internacionais, como a University of Southampton, do Reino Unido. O trabalho utilizou tecnologias avançadas de mapeamento batimétrico, veículos submarinos autônomos e operados remotamente para coletar amostras e imagens do fundo do mar.

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