Economia & Mercado
Publicado em 18/08/2026, às 07h30 Divulgação Redação Bnews
A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial em agosto de 2026 para renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas, pouco mais de um ano depois de a Mapa Capital assumir o controle da varejista. A empresa, fundada pela família Klein, é atualmente controlada por meio da Domus VII Participações, que concentra 82,11% das ações.
A Mapa Capital é a controladora do Grupo Casas Bahia. A gestora exerce o controle por meio da Domus VII Participações, que possui atualmente 832,4 milhões de ações, equivalentes a 82,11% do capital da companhia.
Como a Casas Bahia é uma empresa de capital aberto, outros investidores também possuem ações negociadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). Juntos, os demais acionistas representam 17,88% do capital.
A Mapa Capital foi criada em 2013 e atua na área de participações e soluções financeiras. Entre seus principais nomes estão André Helmeister e Fernando Beda, ambos fundadores da gestora.
Os dois também participam da administração da Casas Bahia. Beda ocupa a vice-presidência do Conselho de Administração, enquanto Helmeister integra o colegiado.
A mudança de controle aconteceu após uma operação de conversão de dívida em ações. Em 2025, a Mapa Capital adquiriu cerca de R$ 1,6 bilhão em debêntures da Casas Bahia que estavam nas mãos do Banco do Brasil e do Bradesco.
Posteriormente, os títulos foram convertidos em ações, levando a gestora ao comando da varejista.
Na época, a Mapa passou a deter aproximadamente 85,5% das ações. Atualmente, a participação registrada pelo Grupo Casas Bahia é de 82,11%, por meio da Domus VII.
A recuperação judicial foi solicitada em agosto de 2026, diante de uma nova deterioração da situação financeira da companhia.
A empresa busca renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas e reorganizar seus compromissos sob supervisão da Justiça.
O pedido acontece pouco mais de um ano após a mudança de controle, quando a Mapa Capital assumiu o comando com a intenção de reduzir o endividamento e recuperar a rentabilidade da varejista.
O presidente do Conselho de Administração é Renato Carvalho do Nascimento, reeleito para o cargo em abril de 2026. O mandato está previsto para terminar em 2028.
Já a gestão executiva é comandada por Renato Franklin, CEO (diretor-presidente) do Grupo Casas Bahia.
Franklin está à frente da execução do plano de reestruturação e tem sido o principal porta-voz da companhia em temas como fechamento de lojas, concessão de crédito e perspectivas para os próximos anos.
"Não trabalhamos com melhora no cenário macro. Consideramos que 2027 será pior que 2026."
A família Klein não controla mais a Casas Bahia.
Samuel Klein foi o fundador da rede. Após chegar ao Brasil, ele abriu a primeira loja em São Caetano do Sul, em São Paulo, e transformou a companhia em uma das maiores varejistas do país.
A mudança na estrutura de controle começou com a associação entre Casas Bahia e Ponto Frio. Em 2009, as operações foram reunidas e, no ano seguinte, os ativos da Casas Bahia foram incorporados à empresa que posteriormente passou a se chamar Via Varejo.
O Grupo Pão de Açúcar deixou a companhia em 2019, quando vendeu sua participação na Via Varejo em leilão na B3. A empresa passou, então, a ter o capital pulverizado entre diferentes investidores.
Os Klein ainda mantêm presença na companhia. Raphael Klein, neto de Samuel Klein e filho de Michael Klein, integra atualmente o Conselho de Administração e participa dos comitês de Finanças e de Pessoas e Governança.
A família, porém, não detém mais o controle acionário da Casas Bahia.
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