Economia & Mercado
por Mariana Cedrim
Publicado em 17/08/2026, às 20h07
Após o fechamento de 298 lojas das Casas Bahia, o presidente-executivo da varejista, Renato Franklin revelou que expectativa da varejista é de um cenário econômico mais difícil em 2027 do que neste ano.
“Não trabalhamos com melhora no cenário macro. Consideramos que 2027 será pior que 2026”.
Franklin destacou que a projeção foi elaborada considerando uma possível piora nas condições de crédito para os consumidores. “O endividamento vai continuar e algumas alavancas que deram fôlego para o consumo este ano vão criar um passivo no futuro, o que pode gerar uma deterioração do cenário de crédito”
O executivo fez essas ponderações durante uma conferência com analistas, um dia após a companhia se tornar mais uma empresa do setor a pedir recuperação judicial. Ele ainda explicou que o fechamento de 30% das lojas da rede aconteceu de uma só vez para “não gerar ansiedade por mais ajustes” e devido a expectativa de uma possível deterioração do mercado no próximo ano.
O fechamento das 298 lojas aconteceu na última sexta-feira (14) e na noite deste domingo (16), Grupo Casas Bahia anunciou que entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A companhia havia anunciado um prejuizo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, sendo que, aproximadamente R$ 9,1 bilhões deste total correspondem a ajustes contábeis, sem impacto imediato no caixa.
O grupo justifiou que o objetivo da recuperação juducial é reorganizar as finanças e renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas, além de garantir a continuidade das operações.
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