Economia & Mercado

Saiba o que está movimentando o mercado no início desta semana

Valor do dólar é reflexo de expectativas sobre gestão de Donald Trump, que está para começar a uma semana  |  Valter Campanato/Agência Brasil

Publicado em 13/01/2025, às 13h06   Valter Campanato/Agência Brasil   Publicado por Vagner Ferreira

As Bolsas de Nova York iniciaram a semana em situação estável. Mesmo assim, o dólar começou a apresentar aumento, uma semana antes da gestão de Donald Trump no governo dos Estados Unidos. A moeda norte americana registrou R$ 6,08, às 10h. 

“O dólar permanece próximo aos R$ 6,10, em meio não apenas aos desafios externos, mas também a ausência de um esforço concreto para ancorar expectativas fiscais e de inflação”, afirma em relatório Diego Costa, diretor de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T Câmbio.

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De acordo com informações do portal O Globo, o índice Dow Jones era o único que operava em alta, de 0,45%, aos 42.134 pontos. O S&P500 está com índices em baixa, aos 0,46% de queda, em 5.800 pontos, enquanto o Nasdaq, cedia 1,18%, aos 18.929 pontos. Os papéis Nvidia (NVDA) e SuperMicro Computer (SMCI) registraram reduções de 3,2% e 6,5%, respectivamente. 

O dado de emprego payroll também estão refletindo no mercado, com alta maior do que o esperado, visto que foram criadas 256 mil vagas criadas. 

A taxa de juros começou a operar em queda nesta segunda-feira, com taxa de depósito interfinanceiro (DI) em menos 14,95%, ante 15,095% no fechamento de sexta-feira, previsto para janeiro de 2026. As empresas domésticas são mais sensíveis ao movimento. Assim, a Petz (PETZ3) registrava elevação de 3,94%, a Localiza (RENT3) tinha aumento de 0,55%, a Renner (LREN3) reduzia 1,32% e a Magazine Luiza (MGLU3) representava -0,5%.

O Ibovespa beirou a estabilidade e, às 10h45, contava com aumento de 0,16%, aos 119.041 pontos. As ações da Vale (VALE3) cediam 0,93%. Já os papéis de siderurgia caíam em bloco: a CSN (CSNA3) recuava 1,55%, enquanto a Gerdau (GGBR4) desvalorizava 1,25%.

As ações da B3 (B3SA3) cediam 0,1%, e as do Bradesco (BBDC4) recuavam 0,27%, enquanto as do Itaú (ITUB4) subiam 0,42% e as do Banco do Brasil (BBAS3) avançavam 0,66%. As petrolíferas acompanhavam a valorização da commodity no exterior. 

O BTG estima o dólar a R$ 7,10 no fim do ano. A economista Iana Ferrão ressaltou, em relatório, sobre a depreciação do câmbio. “Reiteramos que ações que contornem o Orçamento, aumentem o gasto parafiscal, minem a credibilidade monetária e cambial poderiam levar o câmbio a ultrapassar a barreira de R$7,00 este ano”, afirma.

O Boletim Focus prevê a inflação a 5% neste ano, meio ponto percentual acima do teto da meta definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), 

A previsão para o PIB e câmbio se manteve a mesma da semana passada, em 2,02% de crescimento de R$ 6 para o dólar. O PIB se manteve com o mesmo índice da semana anterior, em 2,02% de aumento de R$ 6 para o dólar.

A taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 subiu a 15,095% (ante 14,965% no fechamento de quarta-feira). Já o Ibovespa teve queda de 0,77%, a 118.856 pontos, devido a alta dos juros futuros.

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