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Sistemas de rede elétrica devem sofrer alterações devido às mudanças climáticas; saiba quais

Aneel deve implementar mudanças para melhorias na rede de energia brasileira  |  Divulgação / Freepik

Publicado em 16/12/2024, às 09h31 - Atualizado às 10h11   Divulgação / Freepik   Publicado por Vagner Ferreira

Com o intuito de implementar melhorias na rede de energia brasileira, abalada pelas constantes mudanças climáticas e pelos alertas de chuvas intensas com ventos de até 100 quilômetros por hora (km/h), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está propondo três novas alternativas para o setor, que são: mudança nos cabos multiplexados; poda das árvores; e substituição de redes áreas por sistemas subterrâneos. 

De acordo com informações do Uol, a primeira proposta tende a renovar os contratos de concessão, com possibilidade de mudança nos cabos multiplexados, tornando-os mais resistentes. A Aneel verifica a possibilidade de criação de novos incentivos regulatórios para que as medidas avançem.  

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A segunda proposta, relacionada à poda das árvores, é considerada como uma das principais medidas de prevenção. Segundo o Broadcast, o objetivo é mostrar a função das distribuidoras no desenvolvimento vegetal associado a cada prefeitura. 

Para a diretora da Aneel, Agnes da Costa, "as distribuidoras têm que ser mais sistemáticas sobre como atuam no manejo, e têm que comunicar muito melhor o que estão fazendo, para permitir o controle social". Estão sendo discutidas ações de prevenção, previstas para regulamentação de inspeção visual, a fim de pontuar os riscos da vegetação acerca do sistema de distribuição. 

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Já na terceira proposta, a Aneel vai analisar as possibilidades envolvendo custos, benefícios e os desafios para realizar a substituição de redes nas áreas por sistemas subterrâneos.

Questões como custo elevado de implantação e desafios técnicos fazem com que essa regulamentação demore, conforme analisado pelo presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE), Alexei Vivan.

"É algo impraticável. Tem um custo em torno de oito a dez vezes o custo que temos hoje nas redes. Acredito que isso será feito só em determinadas regiões, mais críticas e densamente povoadas. E temos que pensar na estrutura tarifária também. O consumidor que não está nessa zona densamente povoada pode ter que pagar por aquele que está. Então é algo que eventualmente pode não ser justo", disse o presidente da ABCE, em reportagem. 

Vivan ressaltou quea causa das substituições se dá em função de a rede elétrica brasileira suportar ventos de até 80 km por hora, mas, no entanto, a frequência tem registrado, recentemente, ventos acima de 100 km por hora.

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